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CLARITY Act: mais de 100 grupos cripto pressionam o Senado dos EUA

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Mais de cem organizações ligadas ao mercado de criptomoedas se mobilizaram para pressionar o Senado americano a votar o CLARITY Act, proposta que pode definir como os ativos digitais serão regulados nos Estados Unidos.

O setor de criptomoedas nos Estados Unidos vive um momento de intensa movimentação política. Mais de 100 organizações — entre associações do setor, empresas de tecnologia financeira e grupos de defesa do mercado cripto — enviaram uma carta conjunta ao Senado americano pedindo avanço na votação do CLARITY Act, projeto de lei voltado a estabelecer um marco regulatório claro para os ativos digitais no país.

Segundo a CriptoFacil, a mobilização reflete a crescente pressão da indústria por definições legais que hoje inexistem nos EUA. A ausência de regras claras tem gerado insegurança jurídica para empresas, investidores e desenvolvedores que atuam com criptoativos no território americano.

O CLARITY Act — sigla para Crypto and AI Regulatory Leadership and Transparency Act — busca, entre outros pontos, definir quais criptoativos devem ser tratados como commodities e quais se enquadram como valores mobiliários. Essa distinção é central para determinar qual agência reguladora — a SEC ou a CFTC — teria jurisdição sobre cada tipo de ativo.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

O que o CLARITY Act propõe?

O projeto é visto pelo setor como uma tentativa de encerrar a chamada “guerra das agências”, em que a SEC (Securities and Exchange Commission) e a CFTC (Commodity Futures Trading Commission) disputam competência regulatória sobre o mercado cripto — muitas vezes de forma sobreposta e contraditória.

⚖️ Definição de jurisdição

O projeto busca separar claramente quais criptoativos pertencem ao escopo da SEC (valores mobiliários) e quais são de responsabilidade da CFTC (commodities).

🏛️ Pressão de mais de 100 entidades

A carta conjunta enviada ao Senado reúne organizações de diferentes segmentos do ecossistema cripto, sinalizando amplo consenso sobre a necessidade de regulação.

🔒 Segurança jurídica

Empresas e desenvolvedores do setor reclamam da incerteza atual, que dificulta planejamento, captação de recursos e operações nos EUA.

🌐 Contexto global

Enquanto EUA ainda debatem regras, outras jurisdições como a União Europeia já avançaram com estruturas regulatórias próprias, como o MiCA.

Por que isso importa para o mercado global?

Os Estados Unidos ainda são a maior praça financeira do mundo. Qualquer definição regulatória americana sobre criptoativos tende a influenciar outros países — incluindo o Brasil — na forma como desenvolvem suas próprias políticas para o setor.

A aprovação ou rejeição do CLARITY Act também pode afetar diretamente o apetite de investidores institucionais americanos por ativos digitais. Fundos, bancos e gestoras costumam aguardar clareza regulatória antes de ampliar exposição a novos mercados.

O que é a SEC e a CFTC?

A SEC (Securities and Exchange Commission) é o regulador americano do mercado de valores mobiliários — ações, títulos e ativos similares. A CFTC (Commodity Futures Trading Commission) regula o mercado de commodities e derivativos, como contratos futuros de petróleo ou grãos. No mercado cripto, ambas reivindicam autoridade sobre diferentes tokens, o que gera conflitos e insegurança jurídica para o setor.

Para quem está começando a entender o universo das criptomoedas, é importante saber que decisões regulatórias como essa moldam o ambiente em que exchanges, carteiras digitais e projetos blockchain precisam operar. Um ambiente regulatório estável tende a favorecer a maturidade e a adoção mais ampla do setor.

📰 Nota editorial

As informações desta reportagem foram baseadas na cobertura original da CriptoFacil. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o público brasileiro.

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