A Bitmine adquiriu mais US$ 52 milhões em Ether e já acumula cerca de 90% da meta de deter 5% de todo o supply circulante da rede. Tom Lee, da Fundstrat, afirma que o preço atual ainda não traduz a real força do Ethereum.
A Bitmine, empresa americana de mineração e alocação de ativos digitais, anunciou uma nova aquisição de Ether (ETH) no valor de aproximadamente US$ 52 milhões. Com a compra, a companhia se aproxima da meta ambiciosa de concentrar em seu balanço 5% de todo o supply circulante da segunda maior criptomoeda do mercado — atualmente estimado em 120,6 milhões de tokens.
Segundo a Cointelegraph.com News, a Bitmine já completou cerca de 90% do caminho até esse objetivo após a transação mais recente. A estratégia da empresa segue um modelo inspirado na tese de acumulação corporativa de Bitcoin popularizada pela MicroStrategy, agora adaptada ao Ethereum como ativo-reserva principal.
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O que dizem os especialistas sobre o preço do ETH
Tom Lee, cofundador da consultoria Fundstrat Global Advisors, manifestou uma visão cautelosamente otimista sobre o ativo. De acordo com a Cointelegraph.com News, Lee declarou que o preço atual do Ethereum ainda não reflete a força subjacente da rede — sugerindo que há uma defasagem entre os fundamentos do protocolo e sua valorização de mercado.
O analista é conhecido por avaliações de longo prazo sobre ativos digitais e frequentemente argumenta que ciclos de adoção institucional tendem a preceder movimentos expressivos de preço. No caso do ETH, Lee aponta que a atividade on-chain e o ecossistema de aplicações descentralizadas continuam em expansão, mas o mercado ainda não teria incorporado esse crescimento às cotações.
Deter 5% do supply circulante de ETH, equivalente a cerca de 6 milhões de tokens. A empresa já está 90% da meta após a compra de US$ 52 milhões.
O cofundador da Fundstrat afirma que o preço do Ethereum ainda não reflete a força real da rede, sinalizando possível defasagem entre fundamentos e cotação.
O Ethereum possui atualmente 120,6 milhões de tokens em circulação, segundo dados citados pela Cointelegraph.com News.
A estratégia da Bitmine segue o modelo de acumulação corporativa, usando ETH como ativo-reserva no balanço — tendência crescente entre empresas de capital aberto.
Acumulação corporativa de Ethereum ganha tração
A movimentação da Bitmine é parte de um fenômeno mais amplo: empresas de capital aberto passaram a tratar criptoativos como reservas de valor corporativas. Se o Bitcoin foi o primeiro ativo a ocupar esse papel — com destaque para a estratégia da MicroStrategy —, o Ethereum começa a atrair players institucionais que enxergam valor tanto no ativo em si quanto no ecossistema de contratos inteligentes que sustenta.
Contexto: por que empresas acumulam ETH?
Além da valorização potencial, o Ethereum permite que grandes detentores façam staking — bloqueando tokens para validar transações na rede e receber recompensas. Isso transforma a posição em um ativo que pode gerar rendimento passivo, algo que o Bitcoin, por design, não oferece nativamente. Para empresas com visão de longo prazo, essa característica adiciona uma camada de atratividade à tese de acumulação.
Ainda assim, investidores e analistas acompanham de perto os riscos associados a essa concentração. Deter uma fatia significativa do supply circulante de qualquer ativo levanta questões sobre liquidez, influência de mercado e dependência regulatória — especialmente num ambiente em que as regras para criptoativos ainda estão sendo definidas em diversas jurisdições.
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