O Bitcoin registrou sua menor cotação em quatro meses, com liquidações superiores a US$ 1 bilhão em 24 horas. Analistas divergem sobre o próximo movimento: continuação da queda ou formação de um fundo de ciclo.
O Bitcoin (BTC) recuou a aproximadamente US$ 61.500 durante as primeiras horas do pregão asiático, marcando o menor preço registrado desde o início de fevereiro deste ano. A queda representa um recuo de cerca de 20% em relação às máximas do último mês, apagando ganhos conquistados ao longo de semanas em questão de dias.
O movimento arrastou o restante do mercado de criptoativos. Segundo informações da BeInCrypto, mais de US$ 1 bilhão em posições alavancadas foram liquidadas em apenas 24 horas — um sinal claro de que boa parte do mercado estava operando com excesso de exposição a crédito em um momento de volatilidade elevada.
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O que está por trás da queda?
A pressão vendedora tem origem em múltiplos fatores. O ambiente macroeconômico global segue adverso, com investidores institucionais reduzindo a exposição a ativos de risco diante de incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos. No mercado cripto, o excesso de alavancagem acumulada nas semanas anteriores amplificou o movimento baixista assim que os preços começaram a ceder.
Liquidações em cascata — quando posições alavancadas são encerradas automaticamente pelas corretoras ao atingir limites de perda — agravam quedas que, em condições normais, seriam mais moderadas. O volume de contratos encerrados à força em 24 horas superou a marca de US$ 1 bilhão, um dos maiores eventos de liquidação do ano.
O Bitcoin perdeu cerca de 20% do seu valor ao longo do último mês, apagando parte dos ganhos registrados no início do segundo trimestre de 2025.
Mais de US$ 1 bilhão em posições alavancadas foram encerradas à força no mercado cripto em apenas um dia, intensificando a pressão sobre os preços.
A cotação de US$ 61.500 representa o menor patamar do BTC desde o início de fevereiro de 2025, revertendo meses de recuperação gradual.
Apesar do tombo, parte dos analistas avalia que o mercado pode estar se aproximando de um fundo de ciclo, com indicadores técnicos e on-chain sob observação.
Analistas falam em possível fundo de ciclo
Apesar do cenário negativo de curto prazo, nem todos os analistas interpretam a queda como o início de uma tendência de longo prazo mais profunda. Segundo a BeInCrypto, parte dos especialistas acompanhados pela publicação aponta que os atuais níveis de preço e os dados de mercado podem indicar a formação de um fundo de ciclo — ou seja, uma região de preços onde a pressão vendedora se esgota e compradores começam a reentrar.
O que é um “fundo de ciclo”?
No jargão de análise técnica e on-chain, o “fundo de ciclo” é o ponto de menor preço dentro de um ciclo de mercado — geralmente associado a alta capitulação de vendedores e sentimento extremamente negativo. Historicamente, esses momentos precedem recuperações mais sustentadas, embora não haja garantia de que o padrão se repita.
Indicadores como o Índice de Medo e Ganância, que chegou a zonas de “medo extremo” nos últimos dias, e métricas on-chain relacionadas ao comportamento de detentores de longo prazo estão entre os dados monitorados por analistas para identificar eventuais sinais de reversão.
Ainda assim, especialistas ressaltam que o ambiente macroeconômico continua sendo o principal vetor de risco para o mercado cripto. Decisões do Federal Reserve sobre juros e dados de inflação nos EUA devem seguir influenciando o apetite por ativos digitais nas próximas semanas.
📰 Nota editorial
As informações sobre preços, liquidações e análises de mercado citadas nesta reportagem têm como fonte a BeInCrypto, publicação especializada em criptoativos. O KriptoHoje não realiza recomendações de investimento.
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