O Bitcoin rompeu o suporte dos US$ 60 mil na Binance e na Coinbase, marcando o primeiro recuo abaixo desse nível desde outubro de 2024, em um contexto de aversão ao risco nos mercados globais.
O Bitcoin registrou uma queda expressiva na manhã do dia 5 de junho, quando o preço da principal criptomoeda do mercado recuou brevemente abaixo dos US$ 60 mil nas plataformas Binance e Coinbase. Trata-se do primeiro rompimento desse patamar psicológico desde outubro de 2024, sinalizando um momento de pressão significativa sobre os ativos digitais.
O movimento ocorreu em meio a um cenário de aversão ao risco generalizada nos mercados financeiros globais. Investidores reagiram a dados robustos do mercado de trabalho norte-americano, que superaram as expectativas e alimentaram preocupações sobre a postura do Federal Reserve em relação à política monetária.
Segundo a BeInCrypto, a pressão vendedora foi intensificada por saídas persistentes de capital em fundos de investimento ligados a criptoativos e por condições de liquidez mais restritivas no mercado. O conjunto desses fatores criou um ambiente propício para o recuo acentuado do preço do Bitcoin.
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Os fatores por trás da queda
O payroll americano superou as projeções, reduzindo as expectativas de corte de juros pelo Fed e aumentando a aversão ao risco em ativos voláteis como o Bitcoin.
Fundos de criptoativos registraram resgates consecutivos, ampliando a pressão vendedora no mercado spot e contribuindo para o recuo do preço.
Condições de liquidez mais apertadas no mercado global amplificaram os movimentos de preço, tornando o Bitcoin mais suscetível a oscilações bruscas.
Os US$ 60 mil são vistos como suporte relevante por analistas. O rompimento desse patamar tende a acionar ordens de stop-loss e intensificar a volatilidade.
Contexto: outubro de 2024 como referência
A última vez que o Bitcoin havia negociado abaixo dos US$ 60 mil foi em outubro de 2024, período anterior ao rali que levou a criptomoeda a máximas históricas. O retorno a esse nível representa uma correção relevante e reacende o debate sobre os próximos suportes técnicos da maior criptomoeda do mundo.
O episódio reforça a alta volatilidade inerente ao mercado de criptoativos, que reage de forma intensa a variáveis macroeconômicas — em especial indicadores do mercado de trabalho e decisões de política monetária nos Estados Unidos. A correlação entre o Bitcoin e ativos de risco tradicionais, como ações de tecnologia, permanece elevada.
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