O Bitcoin voltou a exibir um raro sinal técnico no gráfico semanal — o mesmo que, durante a crise da FTX em 2022, antecedeu uma das maiores altas da história da criptomoeda.
O Bitcoin está chamando atenção de analistas técnicos após apresentar apenas a segunda divergência altista semanal registrada em toda a sua história. O padrão, identificado no indicador de momentum, ocorre quando o preço forma mínimas mais baixas enquanto o indicador forma mínimas mais altas — sugerindo enfraquecimento da pressão vendedora e potencial reversão de tendência.
Segundo a Cointelegraph.com News, a primeira vez que esse sinal apareceu no gráfico semanal do BTC foi durante o colapso da exchange FTX, no fim de 2022. Naquela ocasião, o Bitcoin saiu de mínimas próximas a US$ 15.500 e disparou aproximadamente 755% nos meses seguintes, atingindo novas máximas históricas.
Agora, com o sinal se repetindo, parte do mercado projeta que o BTC pode ter fôlego para testar novamente a faixa dos US$ 90 mil no curto prazo. Contudo, analistas ressaltam que nenhum indicador técnico oferece garantias — e que o contexto macroeconômico continua sendo um fator determinante para os movimentos de preço.
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O que é uma divergência altista e por que ela importa
A divergência altista é um conceito da análise técnica clássica. Ela ocorre quando o preço de um ativo registra novas mínimas, mas o indicador de momentum — como o RSI (Índice de Força Relativa) ou o MACD — não acompanha esse movimento, formando mínimas mais altas. Essa discrepância indica que, apesar da queda no preço, a força por trás da venda está diminuindo.
No caso do Bitcoin, a raridade do sinal no gráfico semanal aumenta o interesse dos analistas. Sinais semanais carregam mais peso do que os diários ou horários, pois refletem o comportamento de um número maior de participantes ao longo de um período mais extenso.
Registrada durante o colapso da FTX, em novembro de 2022, quando o BTC negociava perto de US$ 15.500. Nos meses seguintes, o ativo valorizou cerca de 755%.
O mesmo sinal reaparece agora no gráfico semanal, levando analistas a monitorar a faixa de US$ 90 mil como próximo nível de atenção para o BTC.
Divergências altistas indicam potencial enfraquecimento vendedor, mas não garantem reversão. Fatores macro e de liquidez continuam influenciando o mercado.
Sinais em timeframes maiores, como o semanal, têm maior significância técnica por refletirem o comportamento do mercado ao longo de dias e semanas consecutivos.
Contexto histórico: a era FTX e os 755%
O colapso da exchange FTX, em novembro de 2022, foi um dos momentos mais críticos do mercado cripto. O Bitcoin despencou para mínimas abaixo de US$ 16 mil em meio ao pânico generalizado. Foi exatamente nesse cenário de pressão extrema que a primeira — e única até agora — divergência altista semanal apareceu no histórico do BTC. O que se seguiu foi uma recuperação gradual que culminou em novas máximas históricas acima de US$ 73 mil em 2024, representando uma valorização de aproximadamente 755% a partir daquelas mínimas.
Apesar do entusiasmo em torno do sinal técnico, é importante ressaltar que o mercado de criptoativos opera sob influência de múltiplos fatores simultâneos: política monetária global, regulação, fluxo de ETFs spot de Bitcoin, e o próprio sentimento dos investidores institucionais e de varejo.
A análise técnica oferece um mapa probabilístico, não determinístico. O mesmo sinal que precedeu uma alta expressiva pode, em outro contexto, simplesmente não se confirmar — ou demorar mais do que o esperado para se materializar.
📌 Nota editorial
Este artigo é baseado em análise publicada pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje reproduz e contextualiza as informações com fins exclusivamente jornalísticos e educacionais. Análise técnica não constitui recomendação de investimento.
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