Pavel Durov aponta conexão entre a série de sequestros de investidores de criptomoedas na França e vazamentos de dados fiscais — enquanto o número de casos ultrapassa 40 registros.
A França enfrenta uma onda crescente de crimes físicos direcionados a investidores de criptomoedas. Segundo a Livecoins, Pavel Durov, fundador do Telegram, declarou publicamente que a escalada de sequestros no país está conectada tanto a vazamentos de dados fiscais quanto a possíveis envolvimentos de autoridades corruptas.
Os dados foram compilados pelo desenvolvedor e pesquisador de segurança Jameson Lopp, que mantém um registro histórico de ataques físicos a detentores de criptoativos ao redor do mundo. O levantamento aponta mais de 40 casos na França, com a grande maioria concentrada entre 2025 e 2026 — um salto expressivo em relação a anos anteriores.
A hipótese de Durov é de que criminosos estariam utilizando informações obtidas por meio de brechas em sistemas de dados tributários para identificar contribuintes com patrimônio relevante em criptoativos e, então, planejar abordagens violentas. O fundador do Telegram sugeriu ainda que agentes corruptos dentro do aparato estatal poderiam estar facilitando o acesso a essas informações.
O que dizem os dados de Jameson Lopp
Jameson Lopp é reconhecido na comunidade cripto por documentar sistematicamente casos de violência física contra detentores de Bitcoin e outras criptomoedas. Seu banco de dados, acessível publicamente, serve como referência para pesquisadores e profissionais de segurança que estudam os riscos físicos associados à exposição de patrimônio digital.
A concentração de casos na França em um período tão curto chama atenção. Para especialistas, isso indica uma operação coordenada — e não episódios isolados — o que reforça a tese de que há compartilhamento de informações entre grupos criminosos, possivelmente alimentado por dados vazados.
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Jameson Lopp documentou mais de 40 episódios de violência física contra investidores de cripto na França, a maioria entre 2025 e 2026.
Durov aponta que dados tributários vazados podem estar sendo usados para identificar alvos com patrimônio expressivo em criptoativos.
O fundador do Telegram sugere que agentes corruptos dentro do Estado podem estar facilitando o acesso às informações sensíveis.
Um ministro francês prometeu medidas para conter os crimes, mas críticos apontam que as ações concretas ainda são insuficientes diante da escala do problema.
Resposta das autoridades e debate sobre privacidade
Segundo a Livecoins, um ministro do governo francês chegou a se pronunciar publicamente sobre os episódios, prometendo medidas para coibir os crimes. No entanto, críticos e membros da comunidade cripto argumentam que as providências anunciadas ainda são insuficientes e que o debate sobre privacidade de dados fiscais precisa avançar com urgência.
O risco físico por trás do patrimônio digital
A exposição pública ou involuntária de patrimônio em criptoativos pode transformar detentores em alvos de crimes violentos. Especialistas em segurança recomendam cautela extrema ao compartilhar informações sobre posições em cripto — mesmo em declarações obrigatórias ao fisco — e enfatizam a importância de práticas robustas de segurança operacional (OpSec).
O caso francês serve de alerta para investidores em todo o mundo: a custódia segura de criptoativos vai além da proteção digital. A segurança física e a discrição sobre o patrimônio são fatores igualmente críticos — especialmente em um cenário em que bancos de dados governamentais podem ser vulneráveis a vazamentos ou acessos indevidos.
📰 Nota editorial
Esta reportagem foi produzida com base em informações publicadas pela Livecoins. As declarações de Pavel Durov são de caráter público e não representam posição oficial do KriptoHoje.
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