Três indicadores técnicos convergiram exatamente no ponto mais baixo do Bitcoin em fevereiro, levando analistas a concluírem que os US$ 60 mil podem ter marcado o fundo do ciclo de alta atual.
A correção do Bitcoin em fevereiro de 2025, que levou o ativo próximo aos US$ 60 mil, pode ter sido mais do que uma simples realização de lucros. Segundo análise publicada pela CryptoPotato, três sinais técnicos distintos convergiram simultaneamente naquele período, formando um conjunto de evidências que analistas interpretam como uma possível mínima de ciclo.
A combinação de indicadores de momentum, sentimento de mercado e suporte histórico de preço raramente ocorre de forma sincronizada. Quando isso acontece, costuma chamar a atenção de analistas que monitoram padrões de longo prazo no mercado de criptoativos.
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Os três sinais que convergiram em fevereiro
Segundo a CryptoPotato, os analistas identificaram três condições que se alinharam precisamente na região de mínima do Bitcoin no segundo mês do ano. Cada um desses sinais, isoladamente, já teria relevância analítica. Juntos, reforçam a tese de que o mercado pode ter atingido um ponto de esgotamento vendedor.
O índice de força relativa (RSI) no gráfico semanal do Bitcoin atingiu o nível mais baixo dos últimos quatro anos, indicando condição de sobrevenda extrema no período de fevereiro.
O índice de sentimento do mercado registrou sua leitura mais pessimista desde o início do ciclo atual, refletindo o ápice do medo entre participantes do mercado naquele momento.
O preço do Bitcoin retestou a região do topo histórico registrado no ciclo de 2021 — um nível de suporte estrutural relevante em análises de longo prazo.
O RSI semanal é um dos indicadores mais utilizados para identificar condições de exaustão em tendências. Quando ele atinge mínimas comparáveis às de períodos de bear market pronunciado, como ocorreu em 2022, parte dos analistas interpreta isso como um sinal de que o movimento de queda perdeu força vendedora.
Reteste de topo como suporte: o que isso significa?
Na análise técnica, é comum que antigos níveis de resistência — como um topo histórico — se transformem em suporte após serem superados. O fato de o Bitcoin ter recuado exatamente até a região do topo de 2021 (em torno de US$ 69 mil no pico daquele ciclo, mas com a região de acumulação próxima aos US$ 60-65 mil) é interpretado por analistas como um comportamento estruturalmente saudável dentro de um ciclo de alta em andamento.
Contexto histórico reforça a análise
A análise ganha peso quando colocada em perspectiva histórica. Em ciclos anteriores do Bitcoin, a confluência de RSI em sobrevenda extrema com sentimento negativo acentuado frequentemente antecedeu fases de recuperação relevantes. Isso não implica uma repetição garantida de padrões, mas serve como referência para analistas que trabalham com modelos de ciclo.
O reteste da região do topo de 2021 é especialmente acompanhado por investidores de longo prazo. Esse nível representa anos de acumulação e distribuição, o que tende a concentrar ordens e interesse de mercado, criando zonas de suporte mais densas do que regiões arbitrárias de preço.
📌 Nota editorial
As análises citadas neste artigo são baseadas em indicadores técnicos e históricos, publicadas originalmente pela CryptoPotato. Análise técnica não garante resultados futuros e deve ser considerada como uma entre várias ferramentas de avaliação de mercado.
O mercado de criptoativos segue sendo marcado por alta volatilidade e por ciclos que, embora apresentem padrões recorrentes, não se repetem de forma idêntica. A convergência de três sinais em fevereiro é um dado relevante para analistas, mas não elimina os riscos inerentes à classe de ativos.
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