O segundo trimestre de 2025 se tornou o mais atacado da história do setor cripto: 83 incidentes de segurança resultaram em perdas de US$ 755 milhões, com pontes cross-chain no centro da crise.
O mercado de criptomoedas encerrou o segundo trimestre de 2025 com um recorde que ninguém queria ver. Segundo a Cointelegraph, foram registrados 83 incidentes de segurança entre abril e junho, totalizando US$ 755 milhões em ativos roubados — o maior volume já registrado para um único trimestre na história do setor.
O número supera trimestres anteriores tanto em frequência de ataques quanto em volume financeiro comprometido. A média de quase um incidente por dia revela que agentes maliciosos estão operando com intensidade crescente — e que as vulnerabilidades no ecossistema ainda são significativas.
Pontes cross-chain: o vetor mais explorado
Ainda de acordo com o levantamento da Cointelegraph, as pontes cross-chain — protocolos que permitem a transferência de ativos entre blockchains distintas — permaneceram como o vetor de ataque mais custoso do trimestre. A natureza técnica complexa dessas pontes, combinada ao alto volume de liquidez que concentram, as torna alvos recorrentes e de alto impacto.
Esse padrão não é novo: pontes já haviam liderado as perdas em trimestres anteriores, mas o Q2 de 2025 consolidou a tendência com força. Projetos que operam infraestrutura de interoperabilidade seguem enfrentando pressão crescente para reforçar auditorias e mecanismos de defesa.
Maior número de ataques registrados em um único trimestre na história do mercado cripto.
Volume total de ativos roubados no Q2 de 2025 — recorde para um período trimestral.
Vetor de ataque mais custoso do trimestre, concentrando as maiores perdas individuais.
O número de incidentes cresceu em relação aos trimestres anteriores, indicando escalada nos ataques.
Custódia própria nunca foi tão relevante
A maioria dos ativos roubados no trimestre estava em protocolos DeFi, exchanges e pontes — ou seja, sob custódia de terceiros. Manter criptoativos em carteiras de autocustódia, como hardware wallets, elimina a exposição a esse tipo de ataque, já que as chaves privadas nunca ficam conectadas à internet.
Para usuários que desejam reduzir a exposição a riscos de custódia, entender as boas práticas de segurança é fundamental. Saiba como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📰 Nota editorial
As informações sobre os 83 incidentes e o volume de US$ 755 milhões foram publicadas originalmente pela Cointelegraph, com base em levantamento de dados de segurança referentes ao segundo trimestre de 2025. O KriptoHoje reproduz e contextualiza os dados para o público brasileiro.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Proteja seus ativos com uma hardware wallet
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
🌉 O que são pontes cross-chain?Saiba como funcionam os protocolos de interoperabilidade entre blockchains e quais os riscos envolvidos.
🛡️ DeFi e segurança: os maiores hacks da históriaUm panorama dos ataques mais expressivos ao ecossistema de finanças descentralizadas nos últimos anos.
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
