A senadora americana Kirsten Gillibrand pressiona por uma lei que proíba autoridades eleitas de emitir memecoins — mas o debate ganhou uma reviravolta inesperada ao envolver o próprio filho dela em um projeto de criptomoedas avaliado em US$ 300 milhões.
A senadora democrata Kirsten Gillibrand, de Nova York, apresentou uma proposta formal para proibir que presidentes, vice-presidentes, membros do Congresso e seus familiares diretos emitam ou promovam memecoins. A iniciativa surgiu após o token TRUMP — lançado dias antes da posse de Donald Trump — gerar um lucro estimado em US$ 636 milhões para entidades ligadas ao ex-presidente, segundo levantamento citado pela BeInCrypto.
O token TRUMP foi lançado em janeiro de 2025 e rapidamente se tornou um dos memecoins mais negociados do mercado, capitalizando na visibilidade política do republicano. A proposta de Gillibrand enquadra esse tipo de emissão como um conflito de interesse grave, capaz de comprometer a integridade de decisões legislativas sobre o setor de ativos digitais.
O que está em jogo na proposta
Segundo a BeInCrypto, o projeto de lei proposto pela senadora tornaria ilegal que qualquer figura pública eleita no âmbito federal dos EUA se beneficie financeiramente de criptoativos que ela própria ajudou a criar ou divulgar. A medida também se aplicaria a cônjuges e filhos.
Entidades ligadas a Donald Trump teriam lucrado cerca de US$ 636 milhões com a memecoin TRUMP lançada em janeiro de 2025, às vésperas da posse presidencial.
O projeto de Gillibrand proibiria presidentes, congressistas e familiares de emitir ou promover memecoins enquanto estiverem em cargos públicos federais.
O filho da própria senadora lidera um projeto de criptomoedas avaliado em US$ 300 milhões, levantando questionamentos sobre possível conflito de interesses no discurso da parlamentar.
O episódio pressiona o Congresso americano a avançar em regras mais claras para a relação entre agentes políticos e o mercado de criptoativos.
A ironia do debate: o filho da senadora
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