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Strategy registra prejuízo de US$ 8,3 bi em Bitcoin no 2T25

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A Strategy, antiga MicroStrategy, divulgou perdas bilionárias em Bitcoin no segundo trimestre de 2025 e realizou sua maior venda de BTC em anos, reacendendo o debate sobre o modelo de tesouraria corporativa em criptoativos.

A Strategy — empresa anteriormente conhecida como MicroStrategy e um dos maiores detentores corporativos de Bitcoin do mundo — enfrentou um segundo trimestre de 2025 marcado por turbulências contábeis. Segundo a CryptoSlate, a companhia acumula um prejuízo não realizado de aproximadamente US$ 8,3 bilhões no período, reflexo da volatilidade do mercado de criptoativos ao longo dos meses de abril, maio e junho.

Além das perdas contábeis, a empresa confirmou, em 6 de julho, a venda de 3.588 Bitcoins por cerca de US$ 216 milhões entre os dias 29 de junho e 5 de julho. Trata-se da maior desinvestimento da Strategy em ativos digitais nos últimos anos, um movimento que chamou atenção do mercado e colocou em xeque a narrativa de acumulação contínua defendida pelo cofundador Michael Saylor.

Para entender melhor o funcionamento do Bitcoin e por que empresas como a Strategy passaram a integrá-lo em seus balanços, confira o guia completo de Bitcoin para iniciantes.

O que os números revelam

O prejuízo de US$ 8,3 bilhões no segundo trimestre não representa uma perda de caixa efetiva — trata-se de uma perda não realizada, calculada com base na diferença entre o preço médio de aquisição do Bitcoin pela Strategy e a cotação do ativo ao final do período. Com a adoção das novas normas contábeis do FASB (Financial Accounting Standards Board), as empresas passaram a registrar variações de mercado de criptoativos diretamente no resultado, tornando os balanços mais sensíveis às oscilações de preço.

📉 Prejuízo no 2T25

US$ 8,3 bilhões em perdas não realizadas, reflexo da queda do Bitcoin no segundo trimestre de 2025.

🔄 Venda recente

3.588 BTC vendidos por cerca de US$ 216 milhões entre 29 de junho e 5 de julho de 2025.

🏦 Modelo de tesouraria

A Strategy é referência global na estratégia de substituir reservas em dólar por Bitcoin no balanço corporativo.

👤 Michael Saylor

Cofundador e principal defensor da tese de acumulação de BTC, agora sob escrutínio após a venda bilionária.

Pressão sobre o modelo de tesouraria em Bitcoin

Desde 2020, a Strategy tornou-se referência para dezenas de empresas que passaram a adotar o Bitcoin como reserva de valor corporativa. A tese, amplamente difundida por Saylor, defende que o ativo funciona como proteção contra a desvalorização do dólar e a inflação. No entanto, a combinação de perdas contábeis expressivas e uma venda relevante de BTC abre questionamentos sobre a sustentabilidade dessa abordagem em períodos de baixa prolongada.

Contexto: por que a venda surpreendeu o mercado

A Strategy construiu sua reputação em torno da acumulação constante de Bitcoin, com Saylor afirmando publicamente em diversas ocasiões que não venderia o ativo. A desinvestimento de 3.588 BTC em menos de uma semana contrasta com esse discurso e foi amplamente interpretado por analistas como um sinal de pressão sobre a estrutura de capital da companhia, que financia parte de suas aquisições com emissão de dívida e ações.

Segundo a CryptoSlate, a operação de venda ocorreu em um intervalo de apenas sete dias, entre o fim de junho e o início de julho, período em que o Bitcoin operava em torno de US$ 60 mil. O valor médio obtido por BTC na transação ficou próximo a US$ 60,2 mil, abaixo do preço médio de aquisição histórico da empresa, estimado em torno de US$ 68 mil por unidade.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo têm como base a reportagem publicada pela CryptoSlate em 6 de julho de 2025. Dados contábeis e de posição da Strategy podem ser atualizados conforme novos registros sejam feitos junto à SEC (Securities and Exchange Commission) dos Estados Unidos.

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