A emissora da stablecoin USDT lidera rodada Série C e injeta R$ 100 milhões na holding 2TM, dona da maior exchange brasileira de criptomoedas.
A Tether, empresa responsável pela emissão da stablecoin USDT, liderou uma rodada de financiamento Série C na holding 2TM, controladora do Mercado Bitcoin (MB). O valor do aporte é de R$ 100 milhões, segundo informações divulgadas pelo Pipeline, braço de negócios do jornal Valor Econômico.
Segundo a Money Times, a notícia foi publicada originalmente pelo Pipeline e representa um movimento relevante de consolidação do setor cripto brasileiro, atraindo capital estrangeiro de um dos players mais influentes do mercado global de ativos digitais.
O Mercado Bitcoin é considerado a maior plataforma de negociação de criptoativos do Brasil e uma das maiores da América Latina. A 2TM, sua holding, já havia passado por rodadas anteriores de captação, incluindo aportes expressivos durante o ciclo de alta de 2021. Este novo investimento sinaliza um renovado interesse institucional pela exchange em um momento de recuperação do mercado cripto global.
Contexto: o que é a Tether?
A Tether é a empresa por trás do USDT, a stablecoin de maior capitalização de mercado do mundo. Cada USDT é lastreado em dólares americanos e equivalentes, funcionando como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema de criptomoedas. A companhia também tem expandido suas operações para além da emissão de stablecoins, participando de investimentos estratégicos em empresas do setor.
Há cerca de cinco meses, Roberto Dagnoni, CEO da 2TM e Chairman do Mercado Bitcoin, havia sinalizado publicamente a busca por novos parceiros estratégicos para fortalecer a operação da empresa. O aporte da Tether parece ser o desdobramento concreto dessas movimentações. Procurada, a 2TM não confirmou oficialmente os detalhes da operação até o momento da publicação desta reportagem.
O investimento acontece em um cenário em que exchanges brasileiras buscam escala para competir com plataformas globais e ampliar a oferta de produtos financeiros baseados em blockchain. Entre os ativos mais negociados no Mercado Bitcoin está o Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda por capitalização de mercado.
Leia tambem: guia completo de Ethereum.
Modalidade de financiamento para empresas já consolidadas que buscam expandir operações, entrar em novos mercados ou fortalecer sua estrutura de capital.
Stablecoin lastreada em dólar americano e a de maior volume de negociação no mundo, emitida pela Tether e amplamente usada em exchanges globais.
Maior exchange de criptoativos do Brasil, operada pela holding 2TM. Oferece negociação de dezenas de ativos digitais, incluindo Bitcoin, Ethereum e tokens nacionais.
Grupo controlador do Mercado Bitcoin, com atuação em diversas frentes do ecossistema cripto brasileiro, incluindo custódia, tokenização e serviços financeiros digitais.
📰 Nota editorial
As informações sobre o aporte foram publicadas originalmente pelo Pipeline, veículo de jornalismo econômico do Valor Econômico, e repercutidas pela Money Times. A 2TM e o Mercado Bitcoin não emitiram comunicado oficial público até o fechamento desta reportagem. O KriptoHoje acompanhará eventuais confirmações ou esclarecimentos das empresas envolvidas.
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