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Stablecoins do euro crescem 128% antes do prazo do MiCA

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Oito stablecoins lastreadas no euro e em conformidade com a regulação europeia MiCA somaram US$ 673,9 milhões em capitalização de mercado — alta de 128% no período de um ano.

O mercado europeu de stablecoins em euro registrou expansão expressiva nos doze meses que antecederam o encerramento do período de transição do MiCA (Markets in Crypto-Assets), em 1º de julho de 2025. Segundo relatório da empresa de infraestrutura de pagamentos Decta, a capitalização conjunta de oito tokens em conformidade com a regulação saltou de aproximadamente US$ 295 milhões para US$ 673,9 milhões — um avanço de 128%.

O prazo de 1º de julho marca o fim do período de adaptação para os Prestadores de Serviços de Criptoativos (CASPs, na sigla em inglês) que operam na União Europeia. A partir dessa data, todas as plataformas precisam operar sob licença emitida por autoridade regulatória de algum país-membro do bloco, tornando a conformidade regulatória um fator decisivo para a sobrevivência dos projetos no mercado europeu.

Para quem ainda está começando no universo cripto, entender como stablecoins e regulações funcionam é essencial. Confira o guia completo de criptomoedas para construir uma base sólida antes de explorar esses mercados.

O que é o MiCA e por que ele importa

O MiCA é o marco regulatório da União Europeia para criptoativos, aprovado em 2023 e implementado de forma gradual. Ele estabelece regras claras para emissores de tokens, especialmente as chamadas EMTs (Electronic Money Tokens) — categoria que abrange stablecoins lastreadas em moedas fiduciárias, como o euro.

Para que uma stablecoin em euro seja considerada compatível com o MiCA, o emissor precisa obter autorização como instituição de moeda eletrônica em algum país do bloco, manter reservas adequadas e cumprir exigências de transparência e governança. Esse processo rigoroso explica por que apenas oito tokens conseguiram atingir conformidade total até o prazo final.

📈 Crescimento de mercado

A capitalização das oito stablecoins conformes ao MiCA saltou de ~US$ 295 mi para US$ 673,9 mi em doze meses, alta de 128%.

📅 Prazo CASP

Em 1º de julho de 2025 encerrou o período de transição para prestadores de serviços de criptoativos operarem sem licença MiCA na União Europeia.

🪙 Tokens conformes

Apenas oito stablecoins em euro obtiveram conformidade total com o MiCA até o prazo, refletindo as exigências rigorosas da regulação.

🏦 Requisito EMT

Emissores precisam ter autorização como instituição de moeda eletrônica em algum país da UE e manter reservas regulatórias adequadas.

O que diz o relatório da Decta

Segundo a Cointelegraph.com News, o relatório da Decta destaca que o crescimento das stablecoins conformes ao MiCA reflete tanto o aumento da demanda por ativos regulamentados na Europa quanto a movimentação das plataformas para se adequar antes do prazo final. A empresa analisa o impacto da regulação sobre a infraestrutura de pagamentos digitais no continente.

Stablecoins: o que são e por que crescem na Europa?

Uma stablecoin é um tipo de criptomoeda cujo valor é atrelado a um ativo de referência — neste caso, o euro. Diferente do Bitcoin, ela não oscila livremente: cada token equivale a aproximadamente €1. Isso as torna úteis para pagamentos, transferências internacionais e como reserva de valor digital dentro do ecossistema cripto. Com o MiCA, as stablecoins em euro que operam na UE passaram a ter respaldo regulatório formal, o que aumenta a confiança de empresas e consumidores no uso desses ativos.

O crescimento observado também sinaliza uma tendência mais ampla: a regulação clara pode estimular a adoção. Com regras definidas, tanto emissores quanto usuários têm mais segurança jurídica para operar. Esse movimento contrasta com mercados onde a incerteza regulatória ainda inibe o desenvolvimento do setor.

Para o mercado brasileiro, o cenário europeu serve de referência. O Brasil avança em sua própria regulação de criptoativos, com o Banco Central conduzindo o processo de licenciamento de exchanges e a CVM atuando sobre tokens de valores mobiliários. A experiência do MiCA pode influenciar as escolhas regulatórias locais nos próximos anos.

📰 Fonte jornalística

As informações desta reportagem são baseadas em dados publicados pela Cointelegraph.com News a partir do relatório da Decta, empresa de infraestrutura de pagamentos com atuação na Europa. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente.

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