Um novo estudo da Universidade de Cambridge analisa o consumo energético de redes proof-of-stake e posiciona o Ethereum como uma das mais eficientes — consumindo apenas 7,87 GWh por ano.
A Universidade de Cambridge publicou uma nova pesquisa mapeando o consumo energético de diversas redes proof-of-stake (PoS), e os dados colocam o Ethereum em uma posição de destaque sob o aspecto da eficiência. Segundo o levantamento, a rede consome aproximadamente 7,87 GWh por ano — um número significativamente inferior ao de redes como o Bitcoin, que opera sob o modelo proof-of-work.
Segundo a Cointelegraph.com News, que noticiou os resultados, o estudo ainda avaliou a chamada intensidade energética ajustada ao valor de mercado — uma métrica que relaciona o quanto de energia uma rede consome em proporção ao seu valor capitalizado. Nesse quesito, o Ethereum ficou com a segunda menor intensidade entre todas as redes PoS analisadas.
A transição do Ethereum do modelo proof-of-work para o proof-of-stake, concluída em setembro de 2022 no evento conhecido como The Merge, foi o principal fator responsável pela redução drástica no consumo energético da rede. Estimativas amplamente citadas na época indicavam uma queda de mais de 99% no uso de energia após a migração.
O Ethereum consome cerca de 7,87 GWh por ano, segundo o estudo de Cambridge — valor compatível com o consumo de cidades de pequeno porte.
Ajustada pelo valor de mercado, a rede ficou em segundo lugar entre as mais eficientes dentro do grupo de blockchains PoS analisadas pela pesquisa.
A migração do Ethereum para o modelo PoS reduziu em mais de 99% o consumo energético da rede em comparação ao período em que operava com proof-of-work.
O estudo é conduzido pela Universidade de Cambridge, referência global em pesquisas sobre consumo energético de ativos digitais, incluindo o Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index.
Por que a métrica ajustada ao valor de mercado importa?
Comparar redes apenas pelo consumo bruto de energia pode ser enganoso. Uma rede que movimenta trilhões de dólares em valor e consome pouca energia é objetivamente mais eficiente do que uma rede menor com consumo semelhante. A métrica de intensidade energética ajustada ao valor de mercado tenta capturar justamente essa relação — e, por esse critério, o Ethereum se posiciona entre as melhores do setor.
O estudo de Cambridge integra um esforço mais amplo da instituição para criar metodologias padronizadas de avaliação do impacto ambiental de redes de blockchain. A pesquisa é relevante num contexto em que reguladores e investidores institucionais passaram a exigir maior transparência sobre a pegada ecológica de ativos digitais.
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📌 Nota editorial
As informações desta reportagem são baseadas em dados divulgados pela Cointelegraph.com News a partir do estudo conduzido pela Universidade de Cambridge. O KriptoHoje não realizou verificação independente dos cálculos metodológicos do levantamento.
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