Jesse Pollak, criador da rede Base, reconheceu publicamente que sua aposta em aplicativos sociais onchain não funcionou — e anunciou uma mudança estratégica significativa para a rede.
O primeiro trimestre de 2026 foi duro para Jesse Pollak, o engenheiro por trás da rede Base, da Coinbase. Em declarações públicas recentes, ele descreveu o período como uma “pancada na cara”, admitindo que sua aposta no segmento de redes sociais onchain e em moedas de criadores não gerou os resultados esperados.
Plataformas como Farcaster e Zora, que faziam parte da visão de um ecossistema social descentralizado construído sobre a Base, registraram quedas expressivas de engajamento. O modelo de moedas de criadores — tokens emitidos por influenciadores e artistas digitais — também não conseguiu se consolidar como uma alternativa viável de monetização.
Segundo a BeInCrypto, Pollak decidiu devolver o controle do aplicativo Base à Coinbase e anunciou que a rede irá reorientar seus esforços em três frentes prioritárias: negociação de ativos, pagamentos com stablecoins e agentes de inteligência artificial (IA).
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O que muda na estratégia da Base
A Base é uma rede de camada 2 (Layer 2) construída sobre o Ethereum, lançada pela Coinbase em 2023. Desde então, ela se tornou uma das redes L2 com maior volume de transações, atraindo desenvolvedores e projetos variados. A tentativa de Pollak de transformá-la em um hub de aplicações sociais descentralizadas foi uma extensão natural dessa visão — mas que, na prática, enfrentou resistência do mercado.
Farcaster e Zora registraram queda de engajamento, frustando a aposta em redes sociais descentralizadas sobre a Base.
A nova prioridade inclui pagamentos com stablecoins, segmento em forte crescimento global e de interesse direto da Coinbase.
A Base passa a focar em agentes autônomos baseados em inteligência artificial, tendência que movimenta o setor de Web3 em 2025 e 2026.
O aplicativo Base, que era conduzido de forma mais independente por Pollak, retorna ao controle direto da Coinbase após o reposicionamento estratégico.
O que são redes sociais onchain?
Para quem está chegando agora ao universo cripto, vale entender o conceito. Redes sociais onchain são plataformas onde as interações dos usuários — publicações, curtidas, seguidores e até monetização — ficam registradas diretamente em uma blockchain, e não em servidores centralizados como os do Facebook ou X (antigo Twitter).
A proposta é dar ao usuário controle real sobre seus dados e identidade digital. No entanto, a adoção massiva ainda enfrenta barreiras técnicas e de experiência de uso que tornam a curva de entrada mais difícil do que nas redes tradicionais.
Contexto: o que é a rede Base?
A Base é uma rede blockchain de camada 2 criada pela Coinbase, construída sobre o Ethereum. Ela processa transações de forma mais rápida e barata do que a rede principal do Ethereum, sendo usada por desenvolvedores para criar aplicativos descentralizados (dApps). Apesar do revés nas aplicações sociais, a Base segue como uma das L2 mais relevantes do mercado.
A mudança de curso anunciada por Pollak reflete um movimento mais amplo no setor: após a euforia com NFTs sociais e tokens de criadores em 2021 e 2022, o mercado passou a demandar utilidade prática. Pagamentos com stablecoins e infraestrutura para agentes de IA surgem como casos de uso com adoção mais concreta e crescente.
📌 Nota editorial
As informações desta reportagem foram baseadas na cobertura original da BeInCrypto. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro iniciante.
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