A equipe da Zilliqa confirmou uma vulnerabilidade técnica em carteiras antigas da rede após o roubo da cold wallet de uma corretora parceira. Exchanges suspenderam operações com ZIL enquanto investigações prosseguem.
Os desenvolvedores da Zilliqa (ZIL), protocolo blockchain focado em escalabilidade, comunicaram na última segunda-feira (20) que uma corretora parceira teve sua carteira fria (cold wallet) comprometida por agentes maliciosos. O incidente desencadeou uma investigação interna que revelou algo mais preocupante do que um ataque isolado.
Segundo a Livecoins, após análise técnica inicial, a equipe da Zilliqa concluiu que a brecha de segurança não se originou na infraestrutura da corretora afetada. O problema foi rastreado até uma vulnerabilidade presente em um conjunto específico de carteiras antigas da rede ZIL — um achado que eleva o nível de preocupação e amplia o escopo do incidente.
Como medida preventiva imediata, diversas exchanges que operam o ativo suspenderam os depósitos e saques de ZIL, aguardando orientações oficiais da equipe de desenvolvimento antes de retomar as operações. Até o momento, a Zilliqa não divulgou o montante exato subtraído nem o número preciso de carteiras potencialmente afetadas pela falha.
O que se sabe sobre a vulnerabilidade
A falha identificada estaria restrita a carteiras geradas em versões mais antigas do protocolo Zilliqa. Isso significa que usuários com carteiras criadas recentemente podem não estar expostos ao mesmo risco — mas a equipe ainda não forneceu critérios claros para distinguir quais endereços são vulneráveis.
O projeto informou que está trabalhando ativamente para mapear o escopo da vulnerabilidade, desenvolver uma correção e orientar usuários e corretoras sobre os próximos passos. A recomendação geral, enquanto investigações avançam, é evitar movimentações com carteiras ZIL antigas até que um comunicado oficial seja publicado.
A vulnerabilidade foi identificada no protocolo de geração de carteiras antigas da rede Zilliqa, não na infraestrutura da corretora atacada.
Múltiplas corretoras parceiras pausaram depósitos e saques de ZIL como medida de contenção enquanto o problema é investigado.
A carteira fria de uma corretora parceira foi o ponto de entrada do ataque, levando à descoberta da falha sistêmica subjacente.
A equipe Zilliqa ainda mapeia o número de endereços afetados e trabalha em uma correção. Nenhum valor total foi confirmado.
Por que cold wallets em exchanges são um risco?
Mesmo carteiras frias — projetadas para ficarem offline — mantidas por exchanges dependem do software e dos protocolos da rede para gerar e assinar transações. Se o protocolo subjacente tem uma falha, a cold wallet pode ser explorada independentemente de estar conectada à internet. Esse caso reforça que a custódia própria, com hardware wallets certificados, oferece uma camada adicional de controle que a custódia em exchanges não garante.
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📰 Nota editorial
Esta reportagem foi baseada em informações publicadas pela Livecoins. O KriptoHoje acompanha o caso e atualizará a cobertura conforme novos comunicados oficiais da equipe Zilliqa forem divulgados.
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