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Hack na Liquid: 600 BTC ainda desaparecidos após negociação

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Cerca de 600 BTC, equivalentes a aproximadamente US$ 47 milhões, seguem sumidos após um ataque à sidechain Liquid Network. A Blockstream negocia com os responsáveis, que se identificam como ‘white hats’ — mas a comunidade desconfia.

A Liquid Network, sidechain do Bitcoin desenvolvida e mantida pela Blockstream, foi alvo de um ataque que resultou na drenagem de aproximadamente 4.000 BTC. Segundo informações publicadas pelo portal Decrypt, os responsáveis já devolveram cerca de 3.400 BTC — mas os 600 BTC restantes, equivalentes a algo em torno de US$ 47 milhões, seguem sem paradeiro.

A Blockstream entrou em negociação direta com os hackers, que alegam ter agido como “white hats” — termo usado para descrever profissionais de segurança que exploram vulnerabilidades de forma ética, geralmente para reportá-las. A empresa ainda não confirmou publicamente os detalhes das tratativas, mas a devolução parcial dos fundos sugere que há algum nível de diálogo em curso.

Segundo a Decrypt, parte da comunidade cripto questiona abertamente a narrativa de “hackers do bem”. O argumento central é simples: atores genuinamente éticos não costumam reter dezenas de milhões de dólares em ativos alheios durante uma negociação — e o silêncio sobre os 600 BTC ainda ausentes alimenta o ceticismo.

O que é a Liquid Network?

A Liquid Network é uma sidechain do Bitcoin criada pela Blockstream em 2018. Ela permite transações mais rápidas e confidenciais entre exchanges e outros participantes institucionais. Os ativos são movimentados via um mecanismo chamado peg-in/peg-out, que converte BTC em L-BTC (Liquid Bitcoin) e vice-versa. Por operar de forma semi-federada, a rede depende de um conjunto de custodiantes conhecidos como “membros da federação”.

🔄 BTC devolvidos

Cerca de 3.400 BTC foram devolvidos pelos hackers após negociações com a Blockstream — aproximadamente 85% do total drenado.

⚠️ BTC ainda desaparecidos

Aproximadamente 600 BTC — cerca de US$ 47 milhões — seguem sem localização confirmada, gerando incerteza sobre a conclusão do caso.

🛡️ Alegação dos hackers

Os responsáveis pelo ataque se identificam como “white hats”, sugerindo que a ação teria fins de exposição de vulnerabilidades — mas essa versão é contestada por analistas.

🏢 Resposta da Blockstream

A empresa responsável pela Liquid segue em negociações, mas não divulgou publicamente os termos ou prazo para resolução do caso.

O episódio reacende um debate recorrente no ecossistema cripto: até que ponto sidechains e camadas secundárias do Bitcoin estão preparadas para resistir a ataques sofisticados? A Liquid opera com um modelo de federação multisig, no qual um grupo seleto de participantes controla as chaves de custódia. Esse design, embora eficiente, concentra riscos que uma blockchain puramente descentralizada tenderia a distribuir.

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📌 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pelo portal Decrypt. O KriptoHoje não teve acesso independente às comunicações entre Blockstream e os hackers. O caso segue em desenvolvimento e novos detalhes podem surgir.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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