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Zilliqa confirma falha crítica em app para Ledger

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Desenvolvedores da Zilliqa revelaram uma falha grave no aplicativo oficial da criptomoeda para carteiras Ledger, capaz de expor chaves privadas de usuários a partir de dados públicos da rede.

A equipe da Zilliqa (ZIL) divulgou oficialmente, na quarta-feira (22), a existência de uma vulnerabilidade crítica em seu aplicativo desenvolvido para as carteiras de hardware Ledger. A falha é considerada grave porque, segundo os próprios desenvolvedores, ela permite que um agente malicioso recupere a chave privada de um usuário utilizando exclusivamente dados disponíveis publicamente na blockchain — sem necessidade de acesso físico ao dispositivo.

A divulgação ocorre em um momento particularmente delicado para o projeto. No início da mesma semana, diversas corretoras precisaram suspender depósitos e saques de ZIL após uma delas reportar um ataque bem-sucedido. Segundo informações publicadas pelo portal Livecoins, que noticiou o caso, o valor subtraído no incidente não foi completamente detalhado pela equipe da Zilliqa até o momento da publicação.

A vulnerabilidade levanta preocupações sérias sobre o processo de auditoria de aplicativos para dispositivos de hardware. A Ledger, uma das fabricantes de hardware wallets mais utilizadas no mundo, mantém uma loja de aplicativos — o Ledger Live — por onde usuários instalam integrações com diferentes redes blockchain. Qualquer falha no código desses aplicativos pode comprometer a segurança do ativo mesmo quando o hardware em si funciona corretamente.

Como a falha funciona na prática

O cenário descrito pelos desenvolvedores da Zilliqa é tecnicamente preocupante: um terceiro com acesso a dados on-chain — ou seja, informações já registradas publicamente na rede — seria capaz de derivar a chave privada associada a uma carteira gerada pelo aplicativo comprometido. Em termos práticos, isso significa que qualquer endereço ZIL criado por meio do app para Ledger pode estar exposto, independentemente de o usuário nunca ter compartilhado sua seed phrase.

⚠️ Vetor de ataque

A exploração usa apenas dados públicos da blockchain ZIL para reconstruir a chave privada — sem acesso físico ao dispositivo Ledger.

🔒 Carteiras afetadas

Endereços ZIL gerados via aplicativo Ledger são potencialmente vulneráveis, mesmo que o usuário nunca tenha exposto sua seed phrase.

🏦 Impacto nas corretoras

Múltiplas exchanges suspenderam depósitos e saques de ZIL no início da semana após um ataque confirmado contra uma das plataformas.

📢 Divulgação pública

A equipe optou por disclosure público da vulnerabilidade, prática recomendada no setor para alertar usuários antes que a falha seja amplamente explorada.

Por que isso importa além da Zilliqa?

Casos como este reforçam que a segurança de uma hardware wallet depende não apenas do firmware do dispositivo, mas também da qualidade do código dos aplicativos de terceiros integrados a ele. Um hardware wallet não é uma solução imune por definição — ele é tão seguro quanto o software que roda sobre sua infraestrutura.

A situação da Zilliqa também evidencia um padrão recorrente no ecossistema cripto: vulnerabilidades em integrações com carteiras físicas raramente são descobertas antes de um incidente real. A comunidade de segurança tem cobrado maior rigor nos processos de revisão de código antes que aplicativos sejam disponibilizados em plataformas como o Ledger Live.

Usuários que mantêm ZIL em carteiras Ledger são aconselhados, pela própria equipe do projeto, a acompanhar os canais oficiais da Zilliqa para orientações sobre migração de fundos e atualizações do aplicativo. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação sobre um patch disponível ou prazo para correção.

📰 Fonte

As informações desta reportagem foram apuradas com base na cobertura do portal Livecoins e nos comunicados oficiais da equipe da Zilliqa. O KriptoHoje não teve acesso independente ao código-fonte do aplicativo vulnerável.

Para entender como golpes sofisticados exploram brechas técnicas e de engenharia social no ecossistema cripto, leia também nosso guia completo de criptomoedas.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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