Um exploit no gerador de números aleatórios da Coldcard pode ter chegado à sua quarta onda, com 462 novos endereços suspeitos identificados e bilhões em Bitcoin potencialmente em risco.
O alerta veio cedo na segunda-feira: Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy Research, publicou uma advertência indicando que uma quarta onda coordenada de ataques estaria em andamento contra usuários da carteira hardware Coldcard. Segundo a BeInCrypto, os dados levantados apontam 462 novos endereços suspeitos vinculados à campanha mais recente.
Até o momento, as três ondas confirmadas já somam 1.367,05 Bitcoin (BTC) comprometidos em 4.585 endereços. Se a quarta onda for verificada, os totais devem subir de forma significativa — e o número de vítimas com ela.
O que é o exploit no gerador RNG da Coldcard?
O vetor do ataque está no gerador de números aleatórios (RNG) presente no firmware de determinadas versões da Coldcard. O RNG é responsável por criar as chaves privadas dos usuários — se ele for comprometido ou manipulado para produzir saídas previsíveis, um agente malicioso pode reconstituir essas chaves e, com isso, acessar os fundos armazenados na carteira.
Esse tipo de vulnerabilidade é especialmente grave porque atua de forma silenciosa: o usuário não percebe nenhuma anomalia na operação do dispositivo. Os fundos permanecem visíveis na carteira até o momento em que são drenados.
📊 O tamanho do problema até agora
Três ondas confirmadas: 4.585 endereços afetados e 1.367,05 BTC comprometidos. A potencial quarta onda adiciona 462 endereços suspeitos ao cômputo. Os números ainda estão sendo verificados por pesquisadores independentes.
Ataques em ondas: o que isso revela?
A estrutura em ondas sugere que os responsáveis pelo ataque estão agindo de forma metódica e deliberada, possivelmente para evitar detecção imediata em blockchain analytics. Cada onda representa um novo lote de endereços sendo explorados — um padrão que dificulta a resposta coordenada da comunidade.
Segundo a BeInCrypto, o pesquisador Alex Thorn ressaltou que a quarta onda ainda é classificada como “suspeita” enquanto a análise on-chain avança. Contudo, o padrão observado é consistente com as ondas anteriores já confirmadas.
O gerador de números aleatórios comprometido torna as chaves privadas previsíveis e passíveis de reconstrução por agentes externos.
Três ondas confirmadas, quarta em investigação. Estrutura em lotes sugere operação coordenada e metódica.
Valor em Bitcoin comprometido nas três primeiras ondas, com potencial de crescimento após confirmação da quarta.
Endereços identificados na potencial quarta onda, ainda em processo de verificação por analistas on-chain.
O que usuários de hardware wallets devem saber
O caso reacende o debate sobre a importância de manter firmware atualizado e de adquirir dispositivos apenas por canais oficiais e confiáveis. Equipamentos adulterados ou com versões de firmware antigas podem conter vulnerabilidades que passam despercebidas por meses — ou anos.
Usuários que possuem uma Coldcard e suspeitam ter sido afetados devem verificar imediatamente se seus endereços constam nas listas públicas divulgadas por pesquisadores como Alex Thorn e considerar migrar os fundos para uma nova carteira gerada em dispositivo íntegro.
Ataques sofisticados a hardware wallets têm se tornado cada vez mais frequentes. Leia também nosso guia completo sobre como a inteligência artificial está tornando golpes cripto quase perfeitos para entender o cenário atual de ameaças.
📰 Fonte e contexto
As informações deste artigo são baseadas em reportagem da BeInCrypto e nos alertas públicos do pesquisador Alex Thorn, da Galaxy Research, divulgados na manhã desta segunda-feira. O KriptoHoje acompanha o caso e trará atualizações conforme novos dados forem confirmados.
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