Uma série de ataques direcionados à carteira Coldcard chegou à sua quarta onda, colocando aproximadamente 449 BTC em situação de risco. Usuários com transações pendentes ainda têm uma janela estreita para agir.
Os ataques contra usuários da Coldcard, uma das hardware wallets mais utilizadas por detentores de Bitcoin, escalaram para uma quarta fase. Segundo informações publicadas pela CryptoPotato, o montante atualmente exposto chega a 449 BTC, valor que, a cotações recentes, representa dezenas de milhões de dólares.
A dinâmica dos ataques envolve a exploração de transações ainda não confirmadas na mempool do Bitcoin. Enquanto essas transações aguardam inclusão em um bloco, agentes mal-intencionados tentam substituí-las por versões que redirecionam os fundos para endereços sob seu controle.
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O que é o Replace-by-Fee e por que ele importa agora
O Replace-by-Fee (RbF) é um mecanismo nativo do protocolo Bitcoin que permite que o remetente original de uma transação ainda não confirmada substitua essa operação por uma nova, oferecendo uma taxa de mineração mais alta. A lógica é simples: mineradores priorizam transações com taxas maiores, então a versão com fee superior tende a ser incluída primeiro no bloco.
Nesse cenário de ataque, o RbF funciona como uma ferramenta de defesa. Vítimas que identificaram que suas transações estão sendo alvo de substituição maliciosa ainda podem emitir uma nova versão da operação original, com taxa superior, para tentar “vencer” o atacante na disputa pela confirmação. Contudo, essa janela de tempo é curta e depende da velocidade da rede no momento.
⚠️ O que diz a CryptoPotato
Segundo a CryptoPotato, esta é a quarta onda consecutiva de ataques coordenados contra usuários da Coldcard. O veículo destaca que vítimas com transações pendentes ainda podem ter uma breve oportunidade de superar os atacantes utilizando o recurso Replace-by-Fee do Bitcoin, desde que ajam com agilidade antes da confirmação do bloco.
Pontos centrais do ataque
Os ataques não são isolados. Esta já é a quarta rodada documentada de tentativas coordenadas contra carteiras Coldcard, indicando um padrão persistente e organizado.
O montante total identificado em risco nesta onda ultrapassa 449 BTC, representando um valor expressivo concentrado em carteiras potencialmente vulneráveis.
Usuários que identificaram a ameaça podem usar o RbF para tentar reverter o ataque, mas o tempo é o fator crítico — cada bloco confirmado reduz as chances de recuperação.
O episódio reforça a importância de verificar configurações de segurança, manter firmware atualizado e monitorar transações pendentes em períodos de maior congestionamento na rede.
A Coldcard é fabricada pela empresa canadense Coinkite e é amplamente reconhecida no ecossistema Bitcoin por seu foco em segurança avançada, especialmente entre usuários mais experientes. O dispositivo opera com o modelo air-gapped, ou seja, sem necessidade de conexão direta a um computador durante a assinatura de transações, o que em tese reduz superfícies de ataque.
Ainda não há divulgação pública detalhada sobre o vetor exato de exploração utilizado nesta quarta onda. Especialistas recomendam que qualquer usuário com transações não confirmadas originadas de carteiras Coldcard monitore a mempool com atenção e considere acionar o suporte técnico do fabricante caso identifique movimentações suspeitas.
📌 Nota editorial
O KriptoHoje acompanha o caso e publicará atualizações à medida que novas informações forem disponibilizadas pela Coinkite ou por pesquisadores de segurança independentes. Usuários afetados devem buscar orientação técnica especializada antes de tomar qualquer ação.
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