Exchanges descentralizadas registraram, em julho, a maior participação relativa no mercado à vista da história — e o fizeram em um dos meses de menor volume global dos últimos dois anos.
As exchanges descentralizadas (DEXs) atingiram, em julho de 2025, uma marca inédita: responderam por 24% do volume à vista negociado nas exchanges centralizadas (CEXs). É o maior percentual já registrado desde que esse tipo de dado começou a ser monitorado sistematicamente, em 2019. Os números foram levantados e divulgados pelo portal The Defiant.
O que torna o dado ainda mais expressivo é o contexto em que ele ocorreu: julho foi um mês de volumes globais deprimidos, com o total negociado em plataformas centralizadas caindo a mínimas de dois anos. Em outras palavras, as DEXs cresceram em termos relativos mesmo sem um ambiente favorável de liquidez.
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O que explica o avanço das DEXs?
A ascensão das exchanges descentralizadas não é um fenômeno isolado. Nos últimos anos, protocolos como Uniswap, Curve e dYdX foram aprimorando suas interfaces, reduzindo taxas e ampliando a oferta de pares negociáveis. Para o usuário iniciante, a principal diferença em relação às CEXs está na custódia dos ativos: em uma DEX, o trader mantém o controle de sua própria carteira durante toda a operação.
Segundo a The Defiant, o recorde de julho reflete uma tendência de amadurecimento do ecossistema DeFi, que vem atraindo tanto usuários experientes quanto novatos dispostos a operar sem intermediários. A queda no volume das CEXs pode ter acelerado esse movimento, já que traders migraram parte de sua atividade para ambientes on-chain.
Plataforma gerenciada por uma empresa. O usuário deposita seus fundos e a exchange custodia os ativos. Exemplos: Binance, Coinbase, Kraken.
Protocolo on-chain sem custódia central. O usuário opera diretamente pela sua carteira, sem transferir fundos para terceiros. Exemplos: Uniswap, Curve, PancakeSwap.
Refere-se à negociação imediata de ativos pelo preço atual de mercado, sem alavancagem ou contratos futuros. É o mercado mais básico e direto do ecossistema cripto.
Para cada R$ 100 negociados em exchanges centralizadas, R$ 24 foram movimentados em DEXs. Em 2019, essa proporção era inferior a 1%.
De menos de 1% a 24% em seis anos
Quando o monitoramento de volume entre DEXs e CEXs começou, em 2019, as exchanges descentralizadas respondiam por uma fração ínfima do mercado. A trajetória até os 24% registrados em julho de 2025 ilustra a velocidade com que a infraestrutura DeFi evoluiu — em usabilidade, segurança e profundidade de liquidez.
Para quem está dando os primeiros passos no mercado cripto, entender a diferença entre DEXs e CEXs é fundamental. Nas plataformas centralizadas, o processo de cadastro costuma ser mais simples e há suporte ao cliente. Já as DEXs exigem que o usuário gerencie sua própria carteira digital e compreenda conceitos como taxas de rede (gas fees) e liquidez em pools.
📌 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem foram originalmente publicados pelo portal The Defiant, especializado em finanças descentralizadas. O KriptoHoje reapresentou as informações em português com contexto adicional para o leitor brasileiro.
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