Para o CEO da Jeeves, stablecoins deixaram de ser uma aposta tecnológica e se tornaram a infraestrutura mais eficiente para mover dinheiro entre países — e a mudança, segundo ele, é irreversível.
Durante anos, transferências internacionais dependeram de uma cadeia lenta e cara de bancos intermediários. Hoje, stablecoins — criptomoedas atreladas ao valor de moedas fiduciárias, como o dólar americano — estão assumindo esse papel com velocidade e custo muito menores. A avaliação é de Dileep Thazhmon, CEO da Jeeves, empresa de gestão financeira para empresas globais.
Segundo a Exame.com, Thazhmon defende que o critério mais importante no setor financeiro atual é simples: oferecer a forma mais rápida e eficiente de enviar e receber dinheiro. E, nesse quesito, as stablecoins já saem na frente dos sistemas tradicionais em boa parte dos casos.
A Jeeves opera em múltiplos países e lida diariamente com o desafio de movimentar capital entre diferentes moedas e jurisdições. Para a empresa, adotar infraestrutura baseada em blockchain não foi uma escolha ideológica — foi uma decisão prática diante de um sistema bancário tradicional que ainda opera com processos de décadas atrás.
Por que stablecoins ganham espaço nos pagamentos?
Diferente do Bitcoin ou do Ether, as stablecoins não oscilam de preço de forma intensa — elas são projetadas para manter paridade com ativos estáveis, geralmente o dólar. Isso as torna ferramentas úteis para quem precisa transferir valor sem assumir o risco de variação cambial durante o trânsito da transação.
Para quem ainda está se familiarizando com o tema, vale conferir o guia completo de criptomoedas, que explica os fundamentos por trás dessas tecnologias de forma acessível.
Transações com stablecoins podem ser liquidadas em segundos ou minutos, contra 1 a 5 dias úteis nos sistemas bancários convencionais.
Sem a cadeia de bancos correspondentes, as taxas de envio internacional caem de forma significativa, especialmente para pequenas e médias empresas.
Qualquer pessoa com acesso à internet pode enviar ou receber stablecoins, independentemente de ter uma conta bancária convencional.
Todas as movimentações ficam registradas na blockchain, o que facilita auditorias e aumenta a transparência das transações.
“Não tem mais volta”, afirma executivo
A declaração de Thazhmon à Exame.com vai além de um entusiasmo corporativo. Ela reflete um movimento mais amplo: grandes instituições financeiras, redes de pagamento e até governos já estudam ou implementam soluções baseadas em ativos digitais estáveis.
O que muda para o usuário comum?
Para quem envia remessas ao exterior, paga fornecedores internacionais ou recebe pagamentos de fora do país, a adoção de stablecoins pode representar menos burocracia, menos custo e mais agilidade. O impacto é especialmente relevante para trabalhadores autônomos e pequenas empresas que operam em mercados globais.
O Brasil, vale lembrar, é um dos países com maior volume de remessas internacionais da América Latina. O custo médio de envio ainda está acima do recomendado pelo Banco Mundial — o que torna o debate sobre alternativas como as stablecoins ainda mais pertinente no contexto brasileiro.
📌 Nota editorial
As declarações citadas nesta reportagem foram originalmente publicadas pela Exame.com e atribuídas ao CEO da Jeeves, Dileep Thazhmon. O KriptoHoje reapresentou as informações com contexto adicional para leitores iniciantes, sem alterar o conteúdo das declarações originais.
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