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Roubo de USDT na TRON: US$ 4 milhões saem de carteiras

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Investigação da Bitquery liga ao menos US$ 4 milhões em USDT a uma rede de 365 endereços na TRON, mas os aparelhos e as falhas por trás da maioria dos casos continuam sem identificação.

A empresa de dados on-chain Bitquery rastreou ao menos US$ 4 milhões em roubo de USDT ligados a uma rede com 365 endereços na TRON. Segundo a CryptoSlate, a investigação foi divulgada em 5 de novembro e cobre o período de 5 de outubro a 4 de novembro.

O relatório dá um valor de perda às reportagens recentes sobre roubos em carteiras de iPhone. Ainda assim, apenas um dos furtos contabilizados foi associado a um relato publicado por um dono de iPhone.

Como a Bitquery montou o mapa do roubo de USDT

A Bitquery ligou 43 carteiras coletoras por fluxos de financiamento a uma carteira comum, usada para pagar taxas de transação. Esses vínculos mostram uma rede, mas o controle por um único operador não está provado.

Dos 365 endereços de vítimas na TRON, 89 perderam apenas TRX. Para somar as perdas em USDT, a empresa contou pagamentos que esvaziaram o saldo em USDT de um endereço. Ficaram de fora pagamentos de swaps, transferências dentro da rede e remetentes que não conseguiu classificar.

💸 US$ 4 milhões

Piso das perdas em USDT rastreadas entre 5 de outubro e 4 de novembro.

👛 365 endereços

Total de vítimas na rede TRON, sendo 89 com perda apenas de TRX.

🧾 43 coletores

Carteiras ligadas por fluxos de financiamento a uma carteira que paga taxas.

Em um dos casos citados, um registro da TRONSCAN mostra 519.093,330005 USDT indo para o coletor TEDjN em 25 de outubro.

Relatos em iPhones e o que dizem as pesquisas

A Security Alliance registrou, de forma separada, seis relatos de comprometimento de carteiras no iOS entre 28 de outubro e 3 de novembro, com perdas de cerca de US$ 127 mil. Os casos envolvem várias Trust Wallets e uma Uniswap Wallet.

Pesquisas de segurança já documentavam a ameaça mais ampla. O spyware DarkSword, na variante P7, mostrou capacidade de coletar dados de carteiras e chegou a concluir roubo de criptoativos.

Em 21 de outubro, iVerify e Report URI descreveram anúncios maliciosos e tags de análise expiradas entregando os kits de exploração Coruna e DarkSword a iPhones vulneráveis. A iVerify também relatou uma infecção P7 observada por meio de um anúncio no Instagram.

Atualização do iOS é a orientação

O Google Threat Intelligence Group, em pesquisa de 18 de março sobre o DarkSword, recomendou atualizar o iOS ou ativar o Modo de Isolamento quando não houver atualização. Em aviso de 6 de novembro, a Trust Wallet pediu a instalação do iOS mais recente disponível e que frases de recuperação e chaves privadas não fiquem em capturas de tela ou notas.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O USDT na rede TRON é muito usado por brasileiros em transferências e reserva em dólar, e a Trust Wallet também tem usuários no país. A fonte não traz dados sobre vítimas brasileiras, mas as orientações de segurança valem para qualquer usuário de iPhone.

Leia também: guia completo de criptomoedas.

A própria fonte ressalta que os aparelhos e as falhas por trás da maior parte dos furtos rastreados pela Bitquery seguem sem identificação. Por isso, a ligação com iPhones ainda é parcial.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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