O Senado dos Estados Unidos postergou mais uma vez a votação de um marco regulatório para criptoativos. A análise da proposta fica para setembro, segundo confirmação do líder da maioria.
O avanço de uma regulação federal para criptoativos nos Estados Unidos terá de esperar. O líder da maioria no Senado americano, John Thune, confirmou que a proposta em discussão não será votada antes do recesso parlamentar, sendo transferida para setembro. A informação foi divulgada pela Exame.
O adiamento representa mais um capítulo em uma longa jornada legislativa. O setor de criptomoedas aguarda há anos por uma estrutura legal clara nos EUA — o maior mercado financeiro do mundo —, e cada postergação renova incertezas tanto para empresas do setor quanto para investidores institucionais e pessoas físicas.
Segundo a Exame, Thune não detalhou os motivos específicos do adiamento, mas a decisão reflete as dificuldades de consenso dentro do próprio Senado sobre como tratar ativos digitais do ponto de vista jurídico e financeiro. A proposta envolve questões complexas, como a definição de quais criptoativos são valores mobiliários e quais são commodities — distinção que determina qual agência reguladora teria jurisdição sobre eles.
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O que está em jogo na regulação americana
A disputa regulatória nos EUA é, na prática, uma briga de território entre duas grandes agências: a SEC (Securities and Exchange Commission) e a CFTC (Commodity Futures Trading Commission). A primeira regula valores mobiliários; a segunda, commodities e derivativos. Definir em qual categoria cada criptomoeda se encaixa é o nó central do debate legislativo.
Defende que grande parte dos criptoativos são securities e devem seguir regras rígidas de registro e divulgação, como ações e títulos tradicionais.
Classifica ativos como Bitcoin e Ether como commodities, o que implicaria uma regulação menos restritiva e mais alinhada ao mercado de futuros.
Com o recesso parlamentar de verão nos EUA, o Senado só deve retomar a discussão em setembro, sem garantias de aprovação na data.
Decisões regulatórias dos EUA costumam influenciar outros países, incluindo o Brasil, que também avança na construção de seu próprio arcabouço para criptoativos.
Por que isso importa para o investidor brasileiro?
Os EUA são a maior economia do mundo e referência para mercados financeiros globais. Uma regulação clara para criptoativos no país pode atrair mais capital institucional, aumentar a liquidez global e até impactar o preço de ativos como Bitcoin e Ethereum. Por outro lado, regras excessivamente restritivas podem pressionar o mercado negativamente. Acompanhar esse debate é essencial para entender o cenário macro do setor.
📰 Nota editorial
As informações sobre o adiamento da votação no Senado americano foram publicadas originalmente pela Exame, com base em declarações do senador John Thune, líder da maioria republicana. O KriptoHoje reprocessou e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro.
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