InícioDeFiProtocolo Carrot colapsa 93% após exploit de US$ 285 mi

Protocolo Carrot colapsa 93% após exploit de US$ 285 mi

-

O protocolo DeFi Carrot tornou-se a primeira baixa confirmada do exploit de US$ 285 milhões na plataforma Drift, com seu valor total bloqueado desabando 93% em apenas trinta dias.

O protocolo Carrot, construído sobre a infraestrutura da exchange descentralizada Drift, encerrou suas operações após ver seu TVL (Total Value Locked) desabar de US$ 28 milhões para apenas US$ 1,99 milhão em menos de um mês. A queda, de aproximadamente 93%, foi diretamente desencadeada pelo exploit que drenou US$ 285 milhões da Drift, tornando o Carrot financeiramente inviável para continuar funcionando.

Segundo a Cointelegraph.com News, o Carrot é considerado a primeira vítima colateral documentada do ataque à Drift. O protocolo havia estruturado sua liquidez e seus mecanismos de rendimento com base na plataforma-mãe, o que o tornou extremamente vulnerável quando a confiança e os fundos da Drift foram abalados pelo incidente.

Ataques desse tipo evidenciam um risco sistêmico recorrente no ecossistema DeFi: a alta interdependência entre protocolos. Quando uma plataforma base sofre um exploit de grande escala, os projetos construídos sobre ela podem ser arrastados mesmo sem terem sido alvos diretos do ataque.

O que foi o exploit da Drift?

A Drift é uma exchange descentralizada de derivativos construída na blockchain Solana. O exploit de US$ 285 milhões representou um dos maiores ataques já registrados no ecossistema Solana, provocando uma fuga massiva de liquidez e abalando a confiança em protocolos que dependiam diretamente da plataforma para operar.

Por que o Carrot não resistiu ao choque

O Carrot funcionava como um protocolo de rendimento automatizado, alocando ativos dos usuários em estratégias que passavam pela liquidez da Drift. Com o colapso da confiança e a saída em massa de capitais após o exploit, o TVL do Carrot evaporou em ritmo acelerado, sem perspectiva de recuperação no curto prazo.

A equipe do protocolo reconheceu publicamente que o nível de fundos remanescentes tornava a continuidade operacional inviável. Não foram reportadas perdas diretas por falha própria no código do Carrot — o colapso foi essencialmente uma consequência em cadeia do ataque à infraestrutura subjacente.

📉 Queda de TVL

O valor total bloqueado no Carrot foi de US$ 28 milhões para US$ 1,99 milhão em menos de 30 dias — uma contração de 93%.

🔗 Risco de contágio

O caso ilustra como protocolos DeFi interdependentes podem ser contaminados por exploits em plataformas das quais dependem estruturalmente.

⚠️ Encerramento operacional

A equipe do Carrot declarou incapacidade financeira de manter o protocolo ativo, tornando-o a primeira vítima colateral confirmada do exploit da Drift.

🛡️ Sem falha própria

Não foram identificadas vulnerabilidades no código do Carrot. O colapso foi resultado do choque externo causado pelo ataque à Drift.

Um alerta recorrente para o ecossistema DeFi

O caso do Carrot não é isolado. O histórico do setor mostra que grandes exploits em plataformas centrais do DeFi costumam deixar rastros de destruição em protocolos satélites. A composabilidade — característica que permite que diferentes protocolos se conectem e se utilizem mutuamente — é ao mesmo tempo uma das grandes forças e um dos maiores vetores de risco do ecossistema descentralizado.

Para usuários e desenvolvedores, o episódio reforça a importância de avaliar não apenas a segurança do protocolo diretamente utilizado, mas também a solidez de toda a cadeia de dependências na qual ele opera. Golpes sofisticados nesse ambiente têm evoluído rapidamente — inclusive com o uso de inteligência artificial para torná-los mais difíceis de detectar.

Leia também: como a inteligência artificial está tornando golpes cripto quase perfeitos.

📰 Nota editorial

As informações sobre o colapso do protocolo Carrot e o exploit da Drift foram reportadas originalmente pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje acompanhará os desdobramentos do caso e eventuais medidas de compensação aos usuários afetados.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja seus ativos com uma hardware wallet

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conheça a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

ULTIMAS NOTÍCIAS

ETFs de Ethereum acumulam saída de US$ 184 mi em 4 dias

ETFs de Ethereum acumulam US$ 184 milhões em resgates em quatro sessões seguidas, enquanto fundos de Bitcoin registram saídas de US$ 490 milhões no mesmo intervalo.

Banco Central do Brasil restringe cripto em pagamentos internacionais

O Banco Central do Brasil restringiu o uso de criptoativos como forma de liquidação no eFX, o sistema regulado de câmbio eletrônico, em meio ao crescimento das stablecoins no país.

Compliance cripto no Brasil: de custo a ativo regulatório

O compliance no mercado cripto brasileiro mudou de papel: antes visto como custo, hoje é ativo estratégico num setor que cresce sob olhar atento dos reguladores.

Ethereum e o capital sem consenso no mercado cripto

Mineradoras migram para IA, BitMine aposta no ETH e Treasurys tokenizados redefinem o uso de colateral. O capital cripto não encontra consenso.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR