InícioRegulaçãoBrasilBanco Central proíbe criptomoedas em remessas ao exterior

Banco Central proíbe criptomoedas em remessas ao exterior

-

O Banco Central do Brasil publicou nova resolução que moderniza o mercado cambial e estabelece restrições claras ao uso de criptomoedas em transferências internacionais de capital.

O Banco Central do Brasil (BCB) publicou, na última quinta-feira (30/04), a Resolução BCB nº 561, que atualiza as regras para os serviços de pagamento e transferência internacional conhecidos como eFX. Entre as principais mudanças, o texto veda explicitamente o uso de criptomoedas e criptoativos como forma de capital nas operações cobertas por esse marco regulatório.

O eFX é o sistema que permite a pessoas físicas e jurídicas realizarem transferências internacionais de menor valor por meio de instituições de pagamento autorizadas pelo BCB. Com a nova resolução, fica estabelecido que apenas moedas nacionais ou estrangeiras reconhecidas — as chamadas moedas fiduciárias — podem ser utilizadas nessas operações. Criptoativos estão fora desse escopo.

Segundo a Livecoins, a diretoria da autarquia enquadrou a medida dentro de um esforço mais amplo de modernização do mercado financeiro nacional, buscando trazer mais clareza jurídica ao segmento de câmbio digital sem, no entanto, incorporar ativos descentralizados ao sistema.

O que muda na prática com a Resolução BCB nº 561

A nova norma não altera a legalidade do uso de criptomoedas no Brasil de forma geral — elas continuam sendo ativos permitidos para negociação e custódia. O que a resolução delimita é o escopo específico das transferências internacionais via eFX: nesse canal regulado, apenas instrumentos cambiais tradicionais são aceitos.

📋 O que é o eFX?

Sistema regulado pelo BCB que permite transferências internacionais de menor valor por instituições de pagamento autorizadas, voltado a pessoas físicas e jurídicas.

🚫 O que foi vedado?

O uso de criptoativos como capital nas operações de transferência internacional via eFX. A proibição não afeta negociação ou custódia de cripto no Brasil.

📅 Quando foi publicada?

A Resolução BCB nº 561 foi divulgada na quinta-feira, 30 de abril de 2025, pela diretoria do Banco Central do Brasil.

✅ O que continua permitido?

Moedas fiduciárias nacionais e estrangeiras reconhecidas seguem autorizadas nas operações eFX. Criptoativos continuam legais para negociação em exchanges reguladas.

Contexto: regulação cripto avança no Brasil

A medida se insere em um movimento mais amplo de regulamentação do mercado de criptoativos no país. Desde a aprovação do Marco Legal das Criptomoedas (Lei nº 14.478/2022), o BCB vem publicando normas complementares para definir os limites de atuação de cada tipo de instituição no ecossistema cripto.

A delimitação do eFX faz parte desse esforço: ao excluir criptoativos do canal de remessas regulado, o Banco Central reforça a separação entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema de ativos digitais — ao menos no que diz respeito às transferências internacionais supervisionadas.

O que isso significa para quem usa cripto?

Para o usuário comum, a resolução não impede o uso de criptomoedas no dia a dia, nem a negociação em exchanges. O impacto é direto sobre fintechs e instituições de pagamento que operam no canal eFX e eventualmente cogitavam integrar criptoativos ao fluxo de remessas internacionais. Esse caminho, agora, está formalmente fechado dentro desse canal específico.

Para quem deseja entender melhor como declarar e organizar seus criptoativos dentro das normas brasileiras, a KriptoBR disponibiliza um guia completo de criptomoedas com orientações atualizadas sobre obrigações fiscais e boas práticas de custódia.

📰 Nota editorial

Esta reportagem foi baseada em informações divulgadas pela Livecoins e na publicação oficial da Resolução BCB nº 561 pelo Banco Central do Brasil. O KriptoHoje recomenda a leitura do texto integral da norma para empresas e profissionais do setor.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja seus criptoativos com custódia própria

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conheça a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Banco Central do Brasil restringe cripto em pagamentos internacionais

O Banco Central do Brasil restringiu o uso de criptoativos como forma de liquidação no eFX, o sistema regulado de câmbio eletrônico, em meio ao crescimento das stablecoins no país.

Compliance cripto no Brasil: de custo a ativo regulatório

O compliance no mercado cripto brasileiro mudou de papel: antes visto como custo, hoje é ativo estratégico num setor que cresce sob olhar atento dos reguladores.

Ethereum e o capital sem consenso no mercado cripto

Mineradoras migram para IA, BitMine aposta no ETH e Treasurys tokenizados redefinem o uso de colateral. O capital cripto não encontra consenso.

9 Criptomoedas com Potencial de Alta em Maio de 2026

Especialistas destacam as criptomoedas com maior potencial de valorização em maio de 2026, além dos líderes de mercado Bitcoin, Ethereum e Solana.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR