InícioNoticiasAztec sofre segundo exploit de US$ 2,1 mi em menos de uma...

Aztec sofre segundo exploit de US$ 2,1 mi em menos de uma semana

-

Pela segunda vez em menos de sete dias, o protocolo Aztec foi alvo de um exploit que resultou em perdas de US$ 2,1 milhões — evidenciando os riscos persistentes de smart contracts depreciados.

O protocolo Aztec voltou a ser alvo de agentes maliciosos. Segundo relatório da firma de segurança SlowMist, divulgado e coberto pelo Cointelegraph.com News, o incidente mais recente aconteceu em menos de uma semana após um primeiro ataque de mesma magnitude, totalizando US$ 2,1 milhões em perdas nesta segunda ocorrência.

O vetor explorado em ambos os casos envolve contratos inteligentes depreciados — ou seja, código que o projeto deixou de manter ativamente, mas que permanece acessível e operacional na blockchain. A descoberta acende um alerta importante para o ecossistema DeFi: abandonar um contrato não equivale a desativá-lo.

O que são contratos depreciados e por que são perigosos?

No desenvolvimento de protocolos descentralizados, é comum que versões antigas de smart contracts sejam substituídas por versões mais novas e seguras. O problema é que, diferentemente de um servidor tradicional que pode ser simplesmente desligado, um contrato implantado na blockchain permanece ativo enquanto houver fundos ou interações possíveis — a menos que mecanismos específicos de autodestruição tenham sido programados.

Segundo a SlowMist, pesquisadores de segurança já alertavam sobre essa categoria de risco há algum tempo. Contratos que caem fora do radar das equipes de desenvolvimento tendem a acumular vulnerabilidades não corrigidas, tornando-se alvos atrativos para atacantes que monitoram continuamente o ecossistema em busca de brechas.

🔍 Segundo exploit em menos de 7 dias

O Aztec foi atacado duas vezes em sequência, sugerindo que o vetor de vulnerabilidade não foi mitigado após o primeiro incidente.

💸 US$ 2,1 milhões drenados

O valor total do segundo exploit corresponde a US$ 2,1 milhões, montante igual ao do ataque anterior, segundo os dados da SlowMist.

⚠️ Contratos depreciados no centro do problema

O ataque explorou smart contracts que o projeto deixou de manter, mas que permaneciam ativos e acessíveis na rede.

🛡️ Alerta da SlowMist ao setor

A firma de segurança reforça que contratos descontinuados podem permanecer vulneráveis indefinidamente sem medidas ativas de mitigação.

Implicações para o ecossistema DeFi

O caso do Aztec recoloca em debate a responsabilidade dos desenvolvedores de protocolos após o encerramento ou migração de versões. A prática de simplesmente redirecionar usuários para contratos mais novos, sem desativar ou drenar os antigos, pode criar janelas de exploração que persistem por meses ou até anos.

O que dizem os pesquisadores de segurança

Segundo a SlowMist, contratos inteligentes depreciados “podem permanecer vulneráveis muito tempo depois de os projetos pararem de mantê-los”. A firma recomenda que equipes de desenvolvimento adotem planos formais de descontinuação, incluindo a retirada de liquidez e, quando possível, a desativação programática dos contratos legados.

Para usuários que mantêm ativos em protocolos DeFi, o episódio reforça a importância de monitorar comunicados oficiais dos projetos e migrar fundos assim que novas versões forem lançadas. Guardar ativos em carteiras de autocustódia, como hardware wallets, reduz a exposição a riscos de contratos de terceiros.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

📰 Nota editorial

Esta reportagem é baseada em informações divulgadas pelo Cointelegraph.com News e no relatório técnico da firma de segurança SlowMist. O KriptoHoje não teve acesso independente ao código dos contratos explorados e não confirma de forma autônoma os valores citados.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja seus ativos com autocustódia de verdade

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conhecer Hardware Wallets

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Coinbase lança assessor de IA registrado na SEC para assinantes

A Coinbase lançou um assessor de investimentos com inteligência artificial, devidamente registrado junto à SEC, disponível para assinantes do Coinbase One.

CZ: Agentes de IA Podem Impulsionar Adoção do Crypto

Changpeng Zhao, o CZ, afirma que agentes autônomos movidos por inteligência artificial podem tornar o crypto o padrão de pagamentos globais em poucos meses.

Baleias Despejam Milhões em XRP: O Que Está Acontecendo?

Grandes detentores de XRP realizaram movimentações milionárias de venda. Saiba o que são baleias cripto e por que esses movimentos chamam atenção do mercado.

Moody’s vai avaliar ativos tokenizados: o que muda?

A Moody's, uma das maiores agências de classificação de crédito do mundo, está desenvolvendo avaliações para ativos tokenizados — e a Solana pode ser uma das redes mais beneficiadas.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR