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Bitcoin a US$ 1 milhão se bancos alocarem 1% do capital

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João Paulo Mayall, responsável pelo QBTC11, apresentou um modelo que projeta Bitcoin a US$ 1 milhão caso instituições bancárias globais destinem 1% de seus ativos à criptomoeda.

O empresário e pesquisador brasileiro João Paulo Mayall, cofundador da QR Capital e responsável pelo lançamento do QBTC11 — primeiro ETF de Bitcoin da América Latina —, divulgou nesta semana um estudo próprio que tenta responder a uma das questões mais debatidas no mercado cripto: o que aconteceria com o preço do Bitcoin se os grandes bancos do mundo fossem autorizados a alocar parte de seu capital no ativo?

A resposta, segundo o modelo desenvolvido por Mayall, aponta para um valor de US$ 1 milhão por Bitcoin — desde que as principais instituições financeiras globais destinem apenas 1% de seus ativos à criptomoeda. O estudo considera o volume total de capital sob gestão dos bancos tradicionais e a oferta limitada de BTC, fixada em 21 milhões de unidades.

Segundo a Livecoins, que reportou o estudo, Mayall publicou o modelo como forma de quantificar o impacto potencial de uma eventual liberação regulatória para que bancos comerciais e de investimento mantenham Bitcoin em seus balanços patrimoniais. O raciocínio parte da premissa de que a demanda institucional, ainda represada por restrições regulatórias em diversas jurisdições, representa uma pressão compradora sem precedentes sobre um ativo de oferta fixa e decrescente.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

O que sustenta essa projeção?

O modelo de Mayall não é uma previsão de preço no sentido tradicional, mas sim um exercício de análise de fluxo de capital. A lógica central é direta: os ativos sob gestão dos maiores bancos globais somam dezenas de trilhões de dólares. Uma alocação de apenas 1% desse montante em Bitcoin representaria uma entrada de capital muito superior ao valor de mercado atual do ativo, o que, pela dinâmica básica de oferta e demanda, pressionaria o preço significativamente para cima.

📊 Oferta Fixa

O Bitcoin tem limite máximo de 21 milhões de unidades. Mais de 19,8 milhões já foram minerados, tornando a oferta restante cada vez mais escassa.

🏦 Capital Bancário Global

Os maiores bancos do mundo administram dezenas de trilhões de dólares. Mesmo uma fração mínima alocada em BTC representaria bilhões em demanda nova.

📋 Barreira Regulatória

Em muitas jurisdições, bancos ainda são impedidos ou desincentivados a deter criptoativos diretamente. Mudanças nesse cenário são o ponto central do modelo.

🌎 Contexto Brasileiro

O Brasil já conta com ETFs de Bitcoin negociados na B3 desde 2021, posicionando o país como referência regional em acesso institucional ao ativo.

Quem é João Paulo Mayall?

Mayall é cofundador da QR Capital, gestora brasileira especializada em ativos digitais. Foi a empresa responsável pelo lançamento do QBTC11, em 2021, o primeiro ETF de Bitcoin listado em bolsa em toda a América Latina. O produto permitiu que investidores brasileiros ganhassem exposição ao Bitcoin por meio da B3, sem a necessidade de custodiar o ativo diretamente.

Desde então, Mayall tem se posicionado como uma das vozes mais ativas no debate sobre regulação de criptoativos no Brasil e sobre a integração do setor financeiro tradicional com o ecossistema cripto.

Projeção ou especulação?

É importante distinguir modelos analíticos de previsões. O estudo de Mayall parte de premissas específicas — alocação de 1% e liberação regulatória global — que ainda não se concretizaram. O mercado cripto é altamente volátil e influenciado por fatores que vão muito além do fluxo bancário, incluindo ciclos de halving, regulação, liquidez macro e sentimento de mercado.

📰 Fonte

As informações sobre o modelo de João Paulo Mayall foram originalmente reportadas pela Livecoins. O KriptoHoje reapresentou e contextualizou o conteúdo de forma independente para seus leitores.

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