O Bitcoin voltou a negociar abaixo da marca de US$ 60 mil, pressionado pela saída de capital dos ETFs e pela perda de suportes técnicos relevantes — e parte do mercado já projeta novas mínimas.
O Bitcoin encerrou mais uma sessão abaixo dos US$ 60 mil, patamar que analistas de mercado consideram crítico para a continuidade do ciclo de alta iniciado em 2023. A maior criptomoeda do mundo acumula pressão vendedora nas últimas semanas, e parte dos especialistas já coloca no radar a possibilidade de uma queda adicional de até 30% a partir dos níveis atuais.
Segundo a Exame, o movimento de baixa está diretamente ligado à saída contínua de capital dos ETFs de Bitcoin à vista listados nos Estados Unidos. Esses veículos de investimento, que captaram bilhões de dólares após sua aprovação no início de 2024, vêm registrando resgates consistentes, o que aumenta a pressão de venda no mercado à vista e enfraquece o suporte técnico da moeda digital.
A perda da faixa dos US$ 60 mil é considerada relevante porque coincide com a região de custo médio de aquisição de um grande número de investidores institucionais que entraram via ETF. Abaixo desse nível, o risco de novos resgates e liquidações forçadas tende a aumentar — criando um ciclo de retroalimentação negativa no preço.
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O que dizem os analistas técnicos
No campo da análise técnica, o rompimento de suportes gráficos importantes abre espaço para projeções mais pessimistas. Analistas que acompanham o BTC com base em estruturas de Fibonacci e médias móveis apontam que, sem uma recuperação rápida acima dos US$ 62 mil, o próximo suporte relevante estaria na faixa entre US$ 42 mil e US$ 45 mil — o que representaria um recuo de aproximadamente 30% em relação aos patamares atuais.
A perda dos US$ 60 mil expõe o BTC a uma zona de volatilidade elevada, com próximo suporte técnico relevante projetado entre US$ 42 mil e US$ 45 mil.
Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registram resgates consecutivos, reduzindo a demanda institucional e ampliando a pressão sobre o preço da criptomoeda.
Parte dos analistas não descarta uma correção de até 30% a partir dos níveis atuais, caso o BTC não recupere faixas técnicas críticas no curto prazo.
O ambiente macroeconômico global, com juros ainda elevados e aversão ao risco, também contribui para o movimento de cautela entre investidores de ativos digitais.
Contexto: o que mudou desde os recordes históricos?
O Bitcoin atingiu máximas históricas acima dos US$ 100 mil no final de 2024, impulsionado pela aprovação dos ETFs à vista e pelo efeito do halving. Desde então, o cenário de euforia cedeu lugar a uma correção progressiva, alimentada por realização de lucros, saída de capital institucional e um ambiente macroeconômico menos favorável a ativos de risco.
Apesar do cenário de curto prazo desfavorável, há quem aponte que correções desta magnitude fazem parte do comportamento histórico do Bitcoin. Em ciclos anteriores, o ativo já registrou quedas superiores a 50% após picos de mercado, seguidas de períodos de recuperação expressiva — embora o desempenho passado não garanta resultados futuros.
📌 Nota editorial
As projeções de queda de 30% citadas nesta reportagem partem de análises técnicas divulgadas pela Exame e refletem cenários possíveis, não garantidos. Mercados de criptoativos são altamente voláteis e podem reverter direção de forma abrupta em qualquer sentido.
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