Uma nova cadeia de testes do projeto eCash entrou em operação em 23 de agosto, porém pontos fundamentais — como o software final, as regras de proteção contra replay e o posicionamento das exchanges — permanecem sem resolução.
O projeto eCash (XEC) ativou em 23 de agosto uma cadeia de testes preparatória para o que seus desenvolvedores descrevem como um evento de bifurcação significativo, previsto para ocorrer antes do final de outubro de 2025. Os blocos gerados nessa fase utilizaram tokens de prática chamados pECX, sem valor real, enquanto a versão definitiva do software ainda não foi disponibilizada ao público.
Segundo a CryptoSlate, o cenário levanta preocupações concretas para holders de Bitcoin e de XEC: sem regras claras de proteção contra replay — mecanismo que evita que uma transação válida em uma cadeia seja replicada indevidamente na outra —, usuários podem ter fundos movimentados de forma não intencional durante e após o evento de separação.
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O que está em aberto até outubro
A aproximação do prazo torna urgente a resolução de ao menos três frentes críticas. A ausência de definições claras em qualquer uma delas pode gerar confusão operacional tanto para usuários individuais quanto para plataformas que custodiam ativos em nome de clientes.
A versão final do cliente que implementa as novas regras de consenso ainda não foi lançada. Nodes e mineradores precisam atualizar antes do evento para evitar divergências de cadeia.
Sem proteção contra replay definida, uma transação assinada em uma das cadeias pode ser retransmitida e confirmada na outra, movendo fundos sem a autorização explícita do titular.
Grandes plataformas de negociação ainda não comunicaram oficialmente como tratarão depósitos, saques e o eventual crédito de tokens derivados durante o período de transição.
Por que holders de Bitcoin devem acompanhar
O eCash surgiu de uma bifurcação histórica do Bitcoin Cash (BCH), que por sua vez derivou do Bitcoin (BTC) em 2017. Embora as cadeias já sejam tecnicamente independentes há anos, eventos de fork em redes correlatas historicamente geram volatilidade e dúvidas sobre custódia em toda a família de ativos relacionados ao Bitcoin original.
O que é proteção contra replay?
Quando uma blockchain se divide, as transações assinadas antes do fork são válidas nas duas cadeias simultaneamente. A proteção contra replay insere marcadores únicos em cada transação, tornando-a inválida na cadeia concorrente. Sem esse mecanismo, enviar fundos em uma rede pode acidentalmente mover os mesmos fundos na outra — um risco real para quem opera sem carteiras dedicadas ou hardware wallets que isolam as chaves privadas.
Especialistas em segurança recomendam que usuários que detêm XEC ou qualquer ativo historicamente relacionado ao Bitcoin acompanhem os comunicados oficiais das equipes de desenvolvimento e das exchanges onde mantêm custódia antes de realizar qualquer movimentação próxima à data do evento.
📌 Nota editorial
As informações deste artigo são baseadas na reportagem publicada pela CryptoSlate em agosto de 2025. O KriptoHoje não tem acesso antecipado a comunicados oficiais do projeto eCash e recomenda consultar os canais primários da equipe desenvolvedora para atualizações sobre o software e as regras de consenso definitivas.
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