O segundo trimestre de 2025 trouxe sinais simultâneos de enfraquecimento no mercado cripto: o Bitcoin recuou 14% e o total de stablecoins em circulação contraiu pela primeira vez desde 2023.
O Bitcoin encerrou o segundo trimestre de 2025 com uma queda de 14%, operando abaixo da marca de US$ 60.000 — o nível mais baixo registrado pela criptomoeda desde 2024. O movimento coincidiu com um fenômeno igualmente relevante: o mercado global de stablecoins encolheu pela primeira vez em mais de dois anos, reforçando a percepção de que a retração de liquidez vai além da simples variação de preços no mercado à vista.
Segundo análise publicada pelo portal CryptoSlate, o volume total de stablecoins em circulação recuou para US$ 312 bilhões, uma redução de mais de US$ 3 bilhões em relação ao trimestre anterior. A última vez que o mercado de stablecoins havia apresentado contração havia sido em 2023, período em que o setor ainda se recuperava das turbulências do ano anterior.
As stablecoins funcionam como reserva de valor e instrumento de entrada de capital no ecossistema cripto. Quando sua oferta total diminui, o sinal é interpretado por analistas como indicativo de que menos dinheiro está disponível para ser alocado em ativos digitais — o que pode amplificar movimentos de queda em períodos de aversão ao risco.
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O BTC recuou 14% entre abril e junho, atingindo o menor patamar desde 2024 ao operar abaixo dos US$ 60.000.
Pela primeira vez desde 2023, a oferta total de stablecoins contraiu, caindo mais de US$ 3 bilhões no trimestre.
A retração simultânea de preços e de stablecoins sugere redução estrutural da liquidez disponível no mercado cripto.
O mercado de stablecoins não registrava queda de oferta desde 2023, quando o setor ainda se recompunha após período de alta volatilidade.
Por que a contração de stablecoins importa?
Stablecoins como USDT e USDC são a principal “munição” dos participantes do mercado cripto. Quando sua oferta total cai, isso indica que capital está saindo do ecossistema — seja via resgates, seja por menor entrada de novos recursos. A combinação de preços em queda e menor disponibilidade de stablecoins aponta para um ambiente de menor apetite por risco no período.
Segundo a CryptoSlate, a coincidência entre a queda do Bitcoin e a retração das stablecoins reforça a tese de que o fraco desempenho do mercado no segundo trimestre não foi isolado. Trata-se de um movimento que envolveu tanto o lado dos preços quanto o da disponibilidade de capital circulante — dois indicadores que, historicamente, tendem a se mover em conjunto em períodos de maior cautela dos investidores.
A trajetória das stablecoins é acompanhada de perto por analistas como um termômetro antecipado de entrada ou saída de recursos no setor. Em fases de expansão, a oferta total tende a crescer à medida que novos participantes convertem moeda fiduciária em stablecoins para acessar o mercado. A dinâmica inversa observada no segundo trimestre de 2025 aponta para um movimento de cautela ou de retirada de exposição por parte de parte dos participantes do mercado.
📌 Contexto editorial
Os dados citados nesta reportagem foram publicados originalmente pela CryptoSlate com base em métricas de oferta de stablecoins e variação de preço do Bitcoin no segundo trimestre de 2025. O KriptoHoje reproduz as informações com fins jornalísticos e informativos.
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