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Bitcoin cai 34% no 1º semestre e lidera piores ativos

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O Bitcoin encerrou o primeiro semestre de 2026 como o ativo de pior desempenho entre os principais mercados, acumulando recuo de 34% — resultado que reacendeu o debate sobre riscos e perspectivas da criptomoeda.

O Bitcoin (BTC) atravessou os seis primeiros meses de 2026 em terreno negativo e terminou o período com uma queda acumulada de 34% — desempenho que o colocou abaixo de todos os principais ativos acompanhados pelo mercado, incluindo ações, renda fixa e ouro. Segundo a InfoMoney, a criptomoeda liderou as perdas no comparativo com os grandes mercados globais no intervalo de janeiro a junho.

O movimento contrasta com as expectativas que muitos investidores tinham no início do ano, quando o BTC ainda operava próximo a máximas históricas e o ambiente regulatório nos Estados Unidos parecia mais favorável ao setor cripto. O recuo acentuado ao longo do semestre pegou parte do mercado de surpresa.

O que está por trás da queda do BTC

Analistas consultados pela InfoMoney apontam uma combinação de fatores macroeconômicos e específicos do mercado cripto como responsáveis pela pressão sobre o Bitcoin no período. A política monetária restritiva mantida pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, continuou pesando sobre ativos considerados de maior risco, categoria na qual o BTC se enquadra aos olhos de grande parte dos gestores institucionais.

Além disso, episódios de liquidação forçada de posições alavancadas em plataformas de derivativos amplificaram os movimentos de baixa em determinados momentos do semestre, criando ondas de venda que aprofundaram as correções.

📉 Queda acumulada no semestre

O Bitcoin recuou 34% entre janeiro e junho de 2026, o pior desempenho entre os principais ativos monitorados pelo mercado financeiro.

🏦 Pressão macro persistente

A manutenção de juros elevados pelo Fed continuou desfavorecendo ativos de risco ao longo do semestre, incluindo criptomoedas.

⚡ Liquidações em cascata

Posições alavancadas encerradas à força em plataformas de derivativos amplificaram as quedas em momentos de maior volatilidade.

🔍 Divergência entre analistas

Especialistas não chegam a um consenso sobre o próximo ciclo: parte vê espaço para mais perdas, outra aponta fundamentos de longo prazo ainda intactos.

O que dizem os analistas sobre o segundo semestre

As projeções para os próximos meses são divididas. Uma parte dos analistas acredita que o BTC pode enfrentar novas pressões caso o ambiente macroeconômico global não mude de forma significativa. Outro grupo, porém, defende que os fundamentos de longo prazo da rede Bitcoin — como a redução programada de oferta pelo halving de 2024 e o avanço da adoção institucional — ainda sustentam uma visão construtiva para horizontes mais longos.

Contexto histórico importa

O Bitcoin já registrou quedas superiores a 80% em ciclos anteriores — em 2018 e em 2022 — e, em ambos os casos, recuperou e superou as máximas anteriores em ciclos subsequentes. Isso não garante repetição do padrão, mas oferece contexto para avaliar o momento atual com mais precisão.

Para quem está avaliando sua exposição ao ativo, especialistas reforçam a importância de considerar o perfil de risco individual, o horizonte de investimento e a diversificação da carteira — sem tomar decisões baseadas apenas no desempenho recente de curto prazo.

Para entender melhor como o Bitcoin funciona antes de qualquer decisão, a KriptoBR publicou um guia completo de Bitcoin para iniciantes, com explicações sobre tecnologia, custódia e segurança.

📌 Fonte desta reportagem

As informações e dados citados nesta notícia são baseados em reportagem publicada pela InfoMoney, veículo de jornalismo econômico-financeiro. Acesse o material original em infomoney.com.br.

Importante: não damos recomendação de investimento

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