O Bitcoin voltou a superar os US$ 65 mil nesta terça-feira, 15 de julho, pela primeira vez em quase um mês, com investidores reagindo positivamente a dados de inflação americana mais fracos do que o esperado.
O Bitcoin (BTC) ultrapassou a marca de US$ 65 mil nesta terça-feira, 15 de julho de 2025, encerrando um período de cerca de três semanas abaixo desse patamar. A última vez que a principal criptomoeda do mundo havia negociado acima desse nível foi em 22 de junho.
O movimento de alta foi impulsionado pela divulgação de mais um índice de inflação nos Estados Unidos com resultado abaixo das projeções do mercado. O dado reacendeu as apostas de que o Federal Reserve (Fed) pode iniciar cortes na taxa de juros antes do previsto, criando um ambiente mais favorável a ativos de risco, como as criptomoedas.
Segundo a Exame.com, investidores se animaram com o cenário de política monetária que o dado sugere, refletindo diretamente na valorização do BTC ao longo da sessão desta terça.
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Por que a inflação americana afeta o Bitcoin?
A relação entre os dados macroeconômicos dos EUA e o mercado de criptoativos se tornou cada vez mais evidente nos últimos anos. Quando a inflação recua, cresce a expectativa de que o Fed reduza os juros básicos, o que tende a enfraquecer o dólar e elevar o apetite por ativos alternativos.
O Bitcoin, frequentemente posicionado por parte dos investidores como uma reserva de valor ou proteção contra a desvalorização monetária, costuma se beneficiar desse tipo de contexto. A lógica é simples: juros mais baixos tornam os títulos do Tesouro americano menos atrativos, deslocando capital para outros mercados.
Novo dado de inflação nos EUA veio abaixo das projeções, reforçando o cenário de possível afrouxamento monetário pelo Fed ainda em 2025.
O Bitcoin voltou ao patamar de US$ 65 mil após ficar cerca de 23 dias abaixo dessa faixa, sinalizando recuperação do momentum de curto prazo.
O otimismo com o cenário macroeconômico americano se espalhou por outros mercados, incluindo ações e commodities, além das criptomoedas.
O BTC não operava nesse patamar desde 22 de junho, quando iniciou um período de consolidação em faixas mais baixas.
Contexto: o que está em jogo para o BTC
O desempenho do Bitcoin em julho reflete a sensibilidade do mercado de criptoativos ao cenário macroeconômico global. Com a inflação americana dando sinais de arrefecimento, o debate sobre o início do ciclo de cortes de juros pelo Fed volta ao centro das atenções — e tende a pautar os preços dos principais criptoativos nas próximas semanas.
Vale lembrar que o mercado de criptoativos é historicamente sensível a movimentos de política monetária nos Estados Unidos. A expectativa em torno das decisões do Fed tem sido um dos principais vetores de volatilidade do Bitcoin ao longo de 2024 e 2025.
Analistas alertam, porém, que uma alta pontual não necessariamente indica reversão de tendência. O comportamento do BTC nos próximos dias dependerá tanto de novos dados macroeconômicos quanto do fluxo de capital em ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, que se tornaram um termômetro relevante do interesse institucional pelo ativo.
📌 Nota editorial
As informações sobre o preço do Bitcoin e os dados macroeconômicos citados nesta reportagem têm como base a publicação da Exame.com divulgada em 15 de julho de 2025. Preços de criptoativos variam em tempo real e podem diferir dos valores mencionados.
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