A maior gestora de ativos do mundo dá mais um passo concreto em direção à tokenização, ao protocolar um novo fundo junto à SEC utilizando a infraestrutura da Securitize.
A BlackRock, gestora responsável por mais de dez trilhões de dólares em ativos sob gestão, apresentou à Securities and Exchange Commission (SEC) um novo protocolo para a criação de um fundo com estrutura totalmente tokenizada. A iniciativa utiliza a plataforma da Securitize, empresa especializada em tokenização de valores mobiliários, e representa mais um capítulo na aproximação entre as finanças tradicionais e a tecnologia blockchain.
Segundo a Crypto Briefing, o movimento sinaliza uma mudança estrutural na forma como grandes gestoras enxergam a infraestrutura de registro e distribuição de cotas. Em vez de depender exclusivamente de sistemas legados, a BlackRock busca explorar as vantagens da tokenização on-chain para operações que, até então, ocorriam em ambientes completamente fechados e centralizados.
A Securitize já é parceira da BlackRock no fundo BUIDL — o maior fundo tokenizado do mundo em valor de mercado —, o que torna a nova iniciativa uma extensão natural dessa relação. O novo protocolo junto à SEC indica que a gestora pretende expandir essa arquitetura para outras estruturas de produto, consolidando a tokenização como uma camada operacional relevante em sua oferta.
Já em operação, o BUIDL é o maior fundo tokenizado do mundo e serve como base para a expansão da BlackRock no segmento de ativos digitais institucionais.
A Securitize é uma das principais plataformas regulamentadas de tokenização de valores mobiliários nos EUA, com registro como transfer agent junto à SEC.
O novo protocolo formaliza junto ao regulador americano uma estrutura de fundo que opera com registro de cotas em blockchain, exigindo aprovação regulatória específica.
Estimativas de mercado projetam que o segmento de ativos reais tokenizados (RWA) pode alcançar dezenas de trilhões de dólares na próxima década.
Por que isso importa para o mercado?
Quando a maior gestora de ativos do planeta formaliza junto ao regulador americano um fundo com arquitetura blockchain, o sinal enviado ao restante da indústria é inequívoco: a tokenização de ativos tradicionais deixou de ser experimento e passa a ser estratégia operacional. O movimento tende a acelerar a adoção por outros grandes players institucionais que acompanham de perto cada passo da BlackRock.
A tokenização de ativos consiste em representar direitos sobre um bem ou instrumento financeiro por meio de tokens registrados em uma rede blockchain. Isso permite maior liquidez, fracionamento de cotas, liquidação mais ágil e rastreabilidade das transações — vantagens que gestoras e custodiantes vêm analisando há anos, mas que agora ganham tração regulatória concreta.
No Brasil, o tema também avança. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já publicou orientações sobre a oferta de tokens representativos de valores mobiliários, e diferentes gestoras nacionais exploram estruturas semelhantes. Para investidores que buscam entender o impacto fiscal desses novos instrumentos, vale consultar o guia completo de criptomoedas para declaração no Imposto de Renda.
📌 Nota editorial
As informações sobre o protocolo da BlackRock junto à SEC foram reportadas originalmente pela Crypto Briefing. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o público brasileiro. Detalhes do novo fundo permanecem sujeitos à análise e aprovação regulatória.
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