O Bradesco anunciou nesta quarta-feira (12) uma plataforma de custódia institucional voltada para criptomoedas, stablecoins e ativos tokenizados — com a exchange Foxbit como primeira cliente confirmada.
Um dos maiores bancos privados do Brasil acaba de dar um passo concreto em direção ao mercado de ativos digitais. O Bradesco anunciou oficialmente o lançamento de uma plataforma de custódia institucional para criptomoedas, stablecoins e outros ativos tokenizados — serviço voltado a participantes do mercado financeiro, como gestores de recursos e fundos de investimento.
Segundo a Money Times, a Foxbit — uma das exchanges de criptomoedas mais antigas em operação no Brasil — é a primeira cliente a utilizar a nova infraestrutura do banco. A solução foi desenvolvida internamente pelo Bradesco para oferecer guarda segura e gestão de moedas digitais em ambiente regulado.
Para quem está começando a entender o universo cripto, custódia significa, basicamente, a guarda segura das chaves privadas que controlam os ativos digitais. Veja nosso guia completo de criptomoedas para entender os fundamentos antes de acompanhar esse movimento do mercado institucional.
O que é custódia institucional e por que ela importa
No mercado financeiro tradicional, custódia é o serviço pelo qual uma instituição guarda e administra ativos em nome de terceiros — como ações, títulos e fundos. No universo cripto, o conceito se aplica à proteção das chaves privadas que dão acesso aos ativos digitais na blockchain.
Quando um banco regulado oferece esse serviço, ele assume a responsabilidade legal e operacional pela segurança desses ativos. Isso é especialmente relevante para gestores de fundos e investidores institucionais, que precisam de estruturas auditáveis e compatíveis com as exigências regulatórias do Banco Central e da CVM.
A plataforma foi projetada para criptomoedas, stablecoins e ativos tokenizados — cobrindo as principais categorias do mercado digital atual.
Gestores de recursos, fundos de investimento e demais participantes do mercado financeiro regulado são os clientes previstos para a solução.
A Foxbit, exchange brasileira com anos de mercado, foi confirmada como a primeira instituição a operar dentro da nova estrutura de custódia do Bradesco.
Por operar dentro de um banco tradicional, a solução nasce em conformidade com o arcabouço regulatório brasileiro — diferencial para o segmento institucional.
Movimento em linha com a regulação cripto no Brasil
O anúncio do Bradesco ocorre em um contexto de avanço regulatório no país. Desde a aprovação do marco legal das criptomoedas (Lei 14.478/2022) e da posterior regulamentação pelo Banco Central, instituições financeiras tradicionais passaram a enxergar o segmento de ativos digitais com mais segurança jurídica para operar.
Contexto: bancos e cripto no Brasil
A entrada de grandes bancos privados na infraestrutura de custódia de ativos digitais sinaliza uma maturação do mercado brasileiro. Enquanto exchanges operam a interface com o usuário final, bancos como o Bradesco passam a disputar a camada de infraestrutura — um segmento de menor visibilidade, mas de alto valor estratégico para o ecossistema institucional.
Para a Foxbit, contar com a estrutura de custódia de um banco de grande porte pode representar uma vantagem competitiva ao atender clientes corporativos e fundos que exigem maior rigor na guarda dos ativos. A parceria também reforça a tendência de aproximação entre o sistema financeiro convencional e o ecossistema de criptoativos no Brasil.
📰 Nota editorial
As informações sobre o lançamento da plataforma de custódia do Bradesco foram divulgadas originalmente pela Money Times em 12 de fevereiro. O KriptoHoje apurou e recontextualizou os dados para o leitor brasileiro iniciante no universo de ativos digitais.
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