Em um dos piores momentos para o mercado cripto desde 2022, o Brasil emergiu como o país que mais adota criptomoedas no mundo, desbancando os Estados Unidos no índice anual da Chainalysis.
O Brasil ocupou a primeira posição no ranking global de adoção popular de criptomoedas divulgado pela Chainalysis em seu índice de 2026. A conquista é ainda mais expressiva pelo contexto em que acontece: o mercado atravessou um bear market considerado o mais severo desde 2022, com a capitalização total do setor sendo reduzida à metade.
Segundo a BeInCrypto Brasil, a economia cripto brasileira movimentou US$ 252,5 bilhões nos doze meses encerrados em 30 de junho de 2025, período de referência do relatório. O volume coloca o país na liderança absoluta do índice, à frente dos Estados Unidos, que historicamente dominaram as primeiras posições.
A metodologia da Chainalysis para o índice de adoção leva em conta não apenas o volume bruto de transações, mas também indicadores ajustados ao poder de compra da população local e ao peso proporcional das transações de varejo — o que favorece países com grande base de usuários comuns, e não apenas investidores institucionais. Isso torna a liderança brasileira especialmente significativa: ela reflete a penetração do ativo entre a população em geral.
Brasil lidera o índice de adoção cripto da Chainalysis em 2026, superando os EUA pela primeira vez no ranking popular.
Volume movimentado pela economia cripto brasileira nos 12 meses encerrados em junho de 2025, base do relatório.
A capitalização global do mercado cripto foi reduzida à metade no período — o maior recuo desde o bear market de 2022.
O índice da Chainalysis pondera transações de varejo, destacando países com alta adoção popular — não apenas institucional.
Por que o Brasil lidera mesmo em queda do mercado?
Analistas apontam que a instabilidade econômica histórica do Brasil, a familiaridade da população com o sistema de pagamentos instantâneos Pix e a ampla oferta de exchanges locais regulamentadas criam um ambiente propício à adoção de criptomoedas como reserva de valor e meio de pagamento — independentemente das condições do mercado global.
O dado reforça uma tendência que vinha sendo observada nos últimos anos: o brasileiro tem demonstrado maior resiliência à volatilidade do setor em comparação com investidores de países desenvolvidos. Enquanto volumes despencaram em mercados tradicionais durante o bear market, o Brasil manteve — e até expandiu — sua base ativa de usuários.
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📌 Nota editorial
As informações sobre o índice de adoção da Chainalysis foram originalmente publicadas pela BeInCrypto Brasil. O KriptoHoje reprocessou e contextualizou os dados com base em fontes públicas disponíveis. Para acesso ao relatório completo da Chainalysis, consulte o site oficial da empresa.
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