Dados analisados pela Galaxy Research mostram que a movimentação de bitcoins há muito inativos despencou ao menor patamar desde o terceiro trimestre de 2022, sugerindo alívio na pressão de venda dos detentores históricos da moeda.
A movimentação de bitcoins dormentes — carteiras que ficaram inativas por meses ou anos — caiu ao nível mais baixo desde o terceiro trimestre de 2022, de acordo com análise publicada pela Galaxy Research e reportada pela Cointelegraph. O indicador é monitorado de perto pelo mercado porque a reativação dessas carteiras costuma sinalizar que detentores antigos estão se desfazendo de posições acumuladas a preços muito inferiores aos atuais.
Segundo a Cointelegraph, os chamados “OGs” do Bitcoin — investidores que acumularam a criptomoeda nos seus primeiros anos de existência — chegaram a intensificar a distribuição durante o rali recente, realizando lucros expressivos. Agora, os dados on-chain apontam para uma desaceleração significativa nesse movimento, o que pode indicar que boa parte desses participantes já concluiu seu ciclo de venda.
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O que significa a queda na atividade de BTC dormente
No universo da análise on-chain, uma carteira dormente é aquela que não registrou nenhuma transação de saída por um período prolongado. Quando esses endereços voltam a operar, analistas interpretam o sinal como possível pressão vendedora — especialmente se a carteira foi criada em épocas de preços baixos e acumula ganhos substanciais.
A atividade de bitcoins dormentes não estava tão baixa desde o terceiro trimestre de 2022, quando o mercado ainda se recuperava do colapso da LUNA e da FTX.
Os detentores históricos do Bitcoin, que aceleraram distribuições durante o rali, parecem ter reduzido significativamente a pressão vendedora nas últimas semanas.
A queda no indicador de moedas dormentes é monitorada por firmas como a Galaxy Research como métrica de sentimento e comportamento de longo prazo.
O grupo de detentores com moedas acumuladas há mais de um ano continua representando uma fatia majoritária da oferta circulante de Bitcoin.
Contexto: realização de lucros e ciclo de mercado
Durante períodos de alta expressiva do Bitcoin, é comum que carteiras antigas sejam reativadas. Detentores que compraram a criptomoeda por centenas ou poucos milhares de dólares tendem a aproveitar valorizações históricas para realizar parte dos ganhos — um comportamento considerado saudável dentro da dinâmica de oferta e demanda do ativo.
O recuo desse movimento, agora registrado em mínimas de quatro anos, é interpretado por analistas como um possível sinal de que a pressão de venda estrutural por parte desses participantes históricos perdeu força. Ainda assim, especialistas costumam alertar que leituras isoladas de métricas on-chain devem ser contextualizadas com outros indicadores antes de qualquer conclusão mais ampla sobre a tendência do mercado.
O que diz a Galaxy Research
Segundo dados levantados pela Galaxy Research e reportados pela Cointelegraph, a métrica de movimentação de BTC dormentes atingiu o menor patamar desde o terceiro trimestre de 2022. A firma avalia que os “OGs” do Bitcoin intensificaram a distribuição durante o rali recente, mas que esse ciclo de venda parece estar se encerrando, com a atividade dessas carteiras antigas caindo de forma consistente nas últimas semanas.
Para o mercado, a desaceleração na movimentação de moedas dormentes pode representar uma mudança no equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo. Com menos bitcoins antigos chegando às exchanges, a pressão vendedora originada desse grupo específico diminui — embora outros fatores macroeconômicos e institucionais continuem a influenciar o comportamento do preço do ativo.
📌 Nota editorial
As informações deste artigo são baseadas na análise publicada pela Galaxy Research e reportadas pela Cointelegraph. Métricas on-chain são indicadores históricos e não garantem projeções futuras de preço ou comportamento de mercado.
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