O maior banco de investimentos da América Latina aposta cada vez mais em criptoativos: o BTG Pactual incorporou a Mynt ao seu ecossistema e promete uma oferta mais ampla de produtos digitais.
O BTG Pactual deu mais um passo em direção ao mercado de criptoativos ao integrar formalmente a Mynt — sua plataforma de criptomoedas — ao ecossistema central do banco. A movimentação consolida uma estratégia que vem sendo construída nos últimos anos e sinaliza que a instituição enxerga o setor como parte permanente de seu portfólio de produtos financeiros.
Segundo a Exame.com, executivos do BTG afirmaram ter convicção no crescimento do setor, especialmente após avanços regulatórios no Brasil e no exterior. A regulamentação é apontada pelo banco como um fator que aumenta a previsibilidade do ambiente e atrai investidores institucionais que antes hesitavam em entrar no mercado.
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O que muda com a incorporação da Mynt
A Mynt foi lançada em 2021 como uma plataforma de negociação de criptomoedas voltada aos clientes do BTG. Com a incorporação ao ecossistema do banco, a expectativa é que os produtos de criptoativos passem a ser oferecidos de forma ainda mais integrada aos demais serviços financeiros da instituição — como renda fixa, fundos e ações.
A mudança também aponta para uma expansão do portfólio disponível. O banco sinalizou interesse em ampliar a variedade de tokens e produtos estruturados com exposição a ativos digitais, acompanhando uma tendência global de grandes instituições financeiras que passaram a incorporar cripto em suas prateleiras.
A Mynt deixa de ser uma plataforma isolada e passa a compor o portfólio central de produtos do BTG Pactual para seus clientes.
O banco planeja ampliar a oferta de criptoativos disponíveis, incluindo tokens e produtos estruturados com exposição ao setor digital.
Executivos citam o avanço regulatório no Brasil e no mundo como fator de confiança para aumentar a presença institucional em cripto.
O movimento acompanha o que grandes bancos internacionais já fazem: oferecer criptoativos lado a lado com produtos financeiros tradicionais.
Regulamentação no centro da estratégia
Um dos pontos centrais da aposta do BTG é o marco regulatório. Desde que o Brasil aprovou, em 2022, a Lei das Criptomoedas (Lei nº 14.478), o setor passou a operar com regras mais claras. O Banco Central assumiu a supervisão das exchanges e o ambiente regulatório se aproximou do padrão exigido por investidores institucionais.
Contexto: o que é a Mynt?
A Mynt foi criada pelo BTG Pactual em 2021 como uma plataforma dedicada à negociação de criptomoedas. Operando sob a estrutura do banco, ela permitia que clientes do BTG acessassem Bitcoin, Ethereum e outros ativos digitais diretamente pelo app do banco. Com a incorporação, essa oferta deve se tornar ainda mais fluida e integrada ao restante dos serviços financeiros da instituição.
Para o BTG, a combinação entre regulamentação mais madura e crescimento da base de clientes interessados em ativos digitais cria uma janela favorável para ampliar a atuação. O banco, que já é o maior da América Latina em seu segmento, posiciona a área de cripto como um dos vetores de crescimento para os próximos anos.
📰 Nota editorial
As informações desta reportagem são baseadas em publicação da Exame.com. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente, sem vínculos comerciais com o BTG Pactual ou a Mynt.
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