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Chainalysis: US$ 457 bi em cripto podem ser tributáveis

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A Chainalysis estimou US$ 457 bilhões em atividades com criptomoedas que podem ser tributáveis, mas alerta que o principal framework fiscal global cobre menos de um quinto dessas operações.

A empresa de análise de blockchain Chainalysis divulgou uma estimativa expressiva: pelo menos US$ 457 bilhões em atividades com criptoativos realizadas globalmente podem ter algum tipo de obrigação fiscal associada. O número chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo que ele revela sobre as limitações das ferramentas regulatórias atuais.

Segundo a Cointelegraph.com News, a Chainalysis identificou que apenas 14% de toda a atividade onchain mapeada está efetivamente coberta pelo CARF — o Crypto-Asset Reporting Framework da OCDE, principal padrão internacional de reporte fiscal para criptoativos.

Em outras palavras: mais de 86% das transações onchain com potencial tributável simplesmente ficam fora do radar do framework adotado por dezenas de países como referência para fiscalização. Para quem está começando a entender o universo cripto, vale conhecer um guia completo de criptomoedas antes de navegar por questões fiscais.

O que é o CARF e por que ele importa

O CARF (Crypto-Asset Reporting Framework) é um padrão criado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para padronizar o intercâmbio automático de informações fiscais relacionadas a criptoativos entre países. A ideia é que exchanges e prestadores de serviços reportem dados de usuários às autoridades tributárias, de forma semelhante ao que já ocorre com contas bancárias tradicionais.

O problema, segundo a Chainalysis, é que o CARF foi desenhado pensando principalmente em transações realizadas dentro de plataformas centralizadas — como corretoras de criptomoedas. Uma parcela enorme das operações acontece diretamente na blockchain, em protocolos descentralizados, sem intermediários que possam ser obrigados a reportar qualquer coisa.

📊 US$ 457 bilhões estimados

Volume total de atividades com criptoativos identificadas pela Chainalysis com potencial obrigação fiscal em escala global.

🔍 Apenas 14% cobertos pelo CARF

O framework da OCDE alcança somente uma fração das transações onchain mapeadas, deixando a maior parte fora do escopo regulatório atual.

🌐 Foco em plataformas centralizadas

O CARF foi pensado para exchanges com intermediários, ignorando grande parte do ecossistema DeFi e das carteiras não custodiadas.

🏛️ Adoção global crescente

Dezenas de países já sinalizaram adoção do CARF, tornando urgente a discussão sobre suas lacunas antes da implementação em larga escala.

O que isso significa para o investidor comum

Para quem investe em criptomoedas, o levantamento da Chainalysis acende um alerta importante: o fato de uma transação não estar coberta pelo CARF não significa que ela está isenta de tributação. As obrigações fiscais dependem da legislação de cada país, e no Brasil, por exemplo, a Receita Federal já exige a declaração de criptoativos e tributa ganhos de capital sobre operações acima de determinados limites.

A lacuna identificada pela Chainalysis aponta, na prática, para um desafio estrutural: as ferramentas regulatórias globais ainda correm atrás da velocidade com que o setor cripto evolui. Protocolos descentralizados, finanças descentralizadas (DeFi) e carteiras de autocustódia representam uma fatia crescente do mercado — e seguem sem cobertura adequada nos frameworks internacionais vigentes.

Por que a autocustódia está no centro do debate

Quando um usuário realiza transações diretamente pela sua própria carteira — sem passar por uma exchange centralizada —, não há intermediário para reportar a operação às autoridades. É exatamente esse fluxo que o CARF, em sua forma atual, não consegue capturar. A análise da Chainalysis sugere que reguladores precisarão repensar abordagens para alcançar esse segmento sem comprometer a privacidade dos usuários.

📌 Nota editorial

As estimativas da Chainalysis são baseadas em dados de análise de blockchain e podem não refletir a totalidade das obrigações fiscais efetivas em cada jurisdição. Consulte sempre um profissional de contabilidade ou direito tributário para orientações específicas sobre sua situação.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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