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Coinbase fica abaixo do esperado no 2T25 e divide Wall Street

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A Coinbase reportou resultados abaixo das estimativas no segundo trimestre de 2025, levando analistas de Wall Street a revisar projeções — mas sem consenso sobre os próximos passos da maior exchange dos EUA.

A Coinbase encerrou o segundo trimestre de 2025 com números que ficaram aquém do que o mercado financeiro esperava. O desempenho abaixo das estimativas de consenso gerou uma onda de revisões entre analistas de grandes bancos e casas de pesquisa de Wall Street, que reduziram seus preços-alvo para as ações da empresa — mas não chegaram a um acordo sobre o que vem pela frente.

Segundo o portal The Block, a divergência entre os analistas gira em torno de uma questão central: até que ponto a Coinbase consegue diversificar suas receitas para além do volume de negociação de criptoativos, que historicamente é seu principal motor de resultados — e também sua maior vulnerabilidade em períodos de menor volatilidade do mercado.

A empresa vem apostando em frentes como staking, receitas com custódia institucional, a stablecoin USDC — desenvolvida em parceria com a Circle — e produtos voltados para o mercado de derivativos. A tese otimista sustenta que esses segmentos podem reduzir a dependência do trading de varejo ao longo dos próximos trimestres.

📉 Revisão de preços-alvo

Vários analistas de Wall Street reduziram suas projeções para as ações da Coinbase após os resultados do 2T25, refletindo a receita abaixo do esperado no período.

🔀 Divisão de opiniões

Parte dos analistas mantém visão positiva sobre a capacidade da empresa de crescer além do trading; outros adotam postura mais cautelosa diante da dependência do ciclo cripto.

🏛️ Frentes de diversificação

Staking, custódia institucional, a stablecoin USDC e derivativos são apontados como as principais apostas da Coinbase para ampliar sua base de receitas recorrentes.

📊 Contexto regulatório

O ambiente regulatório nos EUA segue como fator de atenção para o setor, com a SEC ainda definindo os contornos de supervisão sobre exchanges centralizadas.

O lado mais cauteloso do debate aponta que a receita de trading ainda representa a fatia dominante do faturamento da Coinbase. Em trimestres de menor movimentação nos mercados de criptoativos, essa concentração tende a comprimir as margens — como ficou evidente nos números do segundo trimestre.

O que dizem os analistas

Segundo o The Block, Wall Street permanece dividida sobre o horizonte da Coinbase. Enquanto uma corrente vê a plataforma construindo uma infraestrutura financeira ampla — capaz de capturar valor em diferentes fases do ciclo cripto —, outra corrente questiona se o ritmo de diversificação é suficientemente rápido para compensar a volatilidade estrutural das receitas de negociação.

O ambiente regulatório norte-americano também entra na equação. A SEC segue como variável de atenção para exchanges centralizadas que operam nos Estados Unidos, e eventuais mudanças no tratamento regulatório de produtos como staking e stablecoins podem afetar diretamente as perspectivas de crescimento das novas linhas de negócio da Coinbase.

Para investidores e observadores do setor, o resultado do 2T25 reforça um debate mais amplo sobre a maturidade do modelo de negócios das grandes exchanges de criptomoedas: a capacidade de gerar receitas previsíveis e diversificadas, independentemente do humor do mercado, é cada vez mais cobrada por analistas institucionais.

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📌 Nota editorial

Esta reportagem é baseada em informações publicadas pelo The Block em julho de 2025. Os dados de desempenho financeiro citados referem-se ao segundo trimestre fiscal de 2025 da Coinbase Global, Inc. (NASDAQ: COIN).

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