Corte federal de apelações dos Estados Unidos rejeitou o recurso de Sam Bankman-Fried e confirmou a pena de 25 anos de prisão pelo colapso bilionário da exchange FTX.
O fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, perdeu mais uma batalha judicial. Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos negou, nesta semana, o pedido para anular sua condenação por fraude e para que um novo julgamento fosse realizado. A sentença de 25 anos de prisão segue vigente, encerrando formalmente a fase recursal do caso.
Segundo a BeInCrypto, a defesa de Bankman-Fried argumentava que o julgamento original havia sido conduzido de forma injusta. Os advogados alegaram irregularidades no processo que teriam impedido o réu de ter um julgamento imparcial. A corte, no entanto, rejeitou todos os argumentos apresentados.
O colapso da FTX, em novembro de 2022, causou um prejuízo estimado em US$ 8 bilhões a clientes e investidores ao redor do mundo. O caso se tornou um dos maiores escândalos de fraude financeira da história recente e abalou profundamente a confiança no mercado de criptoativos.
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Sam Bankman-Fried foi condenado em março de 2024 por sete crimes, incluindo fraude eletrônica e conspiração. A pena de 25 anos foi considerada uma das mais severas já aplicadas a um executivo do setor cripto.
O colapso da exchange deixou mais de um milhão de credores com perdas bilionárias. Fundos de clientes foram desviados para a empresa de trading Alameda Research, também controlada por Bankman-Fried.
A defesa tentou anular o julgamento alegando que o processo foi conduzido de forma parcial. A corte de apelações federal rejeitou todos os argumentos, mantendo intacta a decisão do tribunal de primeira instância.
A decisão final sinaliza que executivos do setor cripto estão sujeitos ao mesmo nível de responsabilização legal que líderes de instituições financeiras tradicionais, segundo analistas jurídicos.
Um marco para o setor cripto
A confirmação da pena de 25 anos encerra formalmente o ciclo judicial do caso FTX nos tribunais de segunda instância. Para especialistas em direito financeiro, a decisão estabelece um precedente importante: plataformas de criptoativos e seus fundadores não estão imunes às mesmas leis que regulam o sistema financeiro convencional. A responsabilidade penal por má gestão e desvio de fundos de clientes se aplica com igual rigor ao ecossistema digital.
Para quem está começando a entender o universo das criptomoedas, o caso FTX serve como um alerta sobre a importância de escolher exchanges com histórico sólido, regulamentação clara e — acima de tudo — de manter os próprios ativos sob custódia pessoal, sem depender de terceiros para guardar suas chaves privadas.
📰 Nota editorial
As informações sobre a decisão judicial foram originalmente reportadas pela BeInCrypto. O KriptoHoje reescreve e contextualiza os fatos para o leitor brasileiro, sem reprodução literal do conteúdo original.
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