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Contratos DeFi não verificados geram perdas de US$ 36,7 mi

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Relatório da Chainalysis revela que contratos inteligentes sem código verificado publicamente tornaram-se alvo preferencial de hackers, acumulando US$ 36,7 milhões em perdas apenas em 2025.

Segundo a Cointelegraph.com News, a empresa de análise blockchain Chainalysis identificou um padrão crescente de ataques direcionados a contratos DeFi não verificados — ou seja, protocolos cujo código-fonte não foi publicado nem auditado publicamente. Desde janeiro de 2025, ao menos quatro exploits exploraram essa brecha, totalizando US$ 36,7 milhões em perdas.

A verificação de contratos inteligentes é uma prática que permite a qualquer pessoa inspecionar o código em execução na blockchain. Quando um protocolo omite essa etapa, os usuários passam a interagir com uma “caixa-preta” — sem como auditar o que o contrato realmente faz ou quais vulnerabilidades ele carrega.

De acordo com o levantamento, atacantes equipados com ferramentas de inteligência artificial têm automatizado a varredura de contratos não verificados em busca de falhas exploráveis, reduzindo drasticamente o tempo entre a identificação da vulnerabilidade e a execução do ataque.

O que diz a Chainalysis

A firma apontou que a combinação entre código opaco e automação baseada em IA cria um vetor de ataque altamente eficiente. Projetos que não verificam seus contratos oferecem menor resistência a varreduras automatizadas, tornando-se alvos prioritários para grupos especializados em exploits de DeFi.

Por que contratos não verificados são mais vulneráveis

A ausência de verificação pública não cria a falha em si, mas dificulta que pesquisadores e auditores independentes a detectem antes que agentes mal-intencionados o façam. Em protocolos verificados, a comunidade funciona como uma camada extra de revisão — o chamado modelo de segurança por transparência.

🔍 Código opaco

Sem verificação, nenhum auditor externo consegue revisar o contrato antes que falhas sejam exploradas por atacantes.

🤖 IA como arma

Ferramentas de inteligência artificial automatizam a busca por contratos vulneráveis, acelerando a execução dos ataques.

💸 US$ 36,7 milhões

Valor total drenado em quatro ataques documentados desde janeiro de 2025, segundo dados da Chainalysis.

📈 Padrão crescente

A firma alerta que a tendência deve se intensificar conforme as ferramentas de automação de ataques se tornam mais acessíveis.

O cenário reacende o debate sobre boas práticas no ecossistema DeFi. Especialistas recomendam que projetos publiquem e verifiquem seu código em plataformas como Etherscan ou equivalentes em outras redes, além de submeter os contratos a auditorias independentes antes do lançamento.

🔐 Proteja também seus próprios ativos

Além de avaliar a segurança dos protocolos que utiliza, o investidor pode reduzir riscos mantendo a custódia dos próprios ativos. Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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