O Dogecoin voltou a concentrar atenções após romper o suporte dos US$ 0,07, acumulando queda de 4,6% e ampliando as dúvidas sobre o fôlego da memecoin mais antiga do mercado.
O Dogecoin (DOGE) perdeu um patamar psicologicamente relevante ao cair abaixo de US$ 0,07, segundo dados de mercado acompanhados pelo portal Watcher Guru. A queda de 4,6% em 24 horas reforça o movimento de desvalorização que a moeda vem registrando nas últimas semanas, em linha com a pressão vendedora que afeta grande parte das memecoins.
O nível dos sete centavos de dólar era observado por analistas como um suporte de curto prazo relevante. Com a perda desse piso, o ativo fica exposto a novas mínimas caso o volume de vendas se mantenha elevado. O mercado cripto como um todo enfrenta um ambiente de aversão ao risco, com investidores reduzindo exposição a ativos de maior volatilidade.
Segundo a Watcher Guru, a queda do DOGE se insere num contexto mais amplo de correção das memecoins, segmento que havia atraído capital especulativo em fases anteriores de euforia do mercado. Com o sentimento mais cauteloso, esses ativos costumam ser os primeiros a sofrer resgates.
Contexto: por que memecoins caem mais rápido?
Memecoins como o Dogecoin têm liquidez e capitalização de mercado relativamente menores quando comparadas a ativos como Bitcoin e Ethereum. Isso significa que movimentos de saída de capital produzem impacto percentual desproporcional no preço. Em ciclos de correção, esses tokens tendem a registrar quedas mais acentuadas e rápidas do que o restante do mercado.
O DOGE foi criado em 2013 como uma paródia do Bitcoin, mas ganhou relevância real ao longo dos anos, especialmente após o interesse público gerado por figuras de alto perfil nas redes sociais. Apesar disso, o ativo ainda carece de casos de uso consolidados, o que o torna particularmente sensível às variações de sentimento do mercado.
O Dogecoin recuou 4,6% no período, rompendo o suporte dos US$ 0,07 e sinalizando fraqueza técnica de curto prazo.
Lançado em 2013, o DOGE é considerado a primeira memecoin do mercado cripto e ainda figura entre as maiores por capitalização.
O ambiente de aversão ao risco pressiona ativos de alta volatilidade. Memecoins estão entre os mais afetados em ciclos de correção.
Diferentemente de redes como Ethereum, o DOGE ainda carece de ecossistema robusto, o que aumenta sua dependência de especulação.
Para quem acompanha o mercado de perto, quedas abruptas em ativos como o DOGE reforçam a importância de manter os fundos em custódia própria. Exchanges centralizadas podem congelar saques em momentos de estresse do mercado, deixando o investidor sem acesso ao seu capital.
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