A instituição responsável por custodiar US$ 114 trilhões em ativos líquidos quer transformar a tokenização no novo padrão da infraestrutura financeira global, com previsão de estreia em outubro.
A Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), uma das maiores infraestruturas de compensação e custódia de valores mobiliários do mundo, está se movimentando para lançar uma plataforma de tokenização de títulos já em outubro deste ano. A iniciativa conta com a adesão de aproximadamente 50 instituições, entre grandes bancos de Wall Street e empresas do ecossistema de finanças descentralizadas.
Segundo a Cointelegraph.com News, a DTCC enxerga a tokenização não como um produto paralelo ao sistema financeiro tradicional, mas como a própria evolução da infraestrutura existente. A ideia central é integrar ativos do mercado de capitais convencional — como títulos de renda fixa e valores mobiliários — à tecnologia de registro distribuído, tornando liquidações mais rápidas e eficientes.
A tokenização de ativos financeiros permite representar digitalmente, em blockchain, direitos sobre um ativo real — como uma ação ou um título do governo. Isso reduz intermediários, agiliza a liquidação de operações e potencialmente amplia o acesso a mercados antes restritos a grandes players. Para entender melhor o universo das finanças descentralizadas que sustenta parte dessa inovação, vale saber o que é DeFi e como funciona.
A DTCC custodia cerca de US$ 114 trilhões em ativos líquidos e processa dezenas de trilhões em transações todos os anos — uma das maiores infraestruturas financeiras do planeta.
O projeto reúne gigantes do mercado tradicional e do ecossistema DeFi, sinalizando uma convergência crescente entre finanças centralizadas e descentralizadas.
O lançamento está projetado para outubro de 2025, tornando esta uma das iniciativas de tokenização institucional mais aguardadas do ano no mercado global.
A tokenização promete reduzir o ciclo de liquidação de operações de dias para minutos ou segundos, diminuindo riscos de contraparte e custos operacionais.
TradFi e DeFi: aproximação que ganha corpo
A movimentação da DTCC faz parte de uma tendência mais ampla de institucionalização da tecnologia blockchain. Nos últimos dois anos, bancos centrais, gestoras de ativos e bolsas de valores ao redor do mundo têm explorado projetos-piloto de tokenização, mas poucos têm o peso e o alcance da DTCC para transformar iniciativas em infraestrutura de mercado de fato.
A participação simultânea de empresas do universo DeFi ao lado de instituições tradicionais é um dos aspectos mais relevantes do projeto. Isso indica que a fronteira entre finanças descentralizadas e o mercado regulado está se tornando cada vez mais porosa — um movimento que deve redesenhar parte da arquitetura financeira global nos próximos anos.
Contexto: o que está em jogo
Se bem-sucedida, a plataforma da DTCC pode se tornar a espinha dorsal de um mercado de capitais tokenizado de escala trilionária. O projeto não busca substituir o sistema existente, mas modernizá-lo por dentro — usando blockchain como camada de registro e liquidação para ativos já regulamentados.
O mercado global de tokenização de ativos reais (RWA — Real World Assets) já movimenta dezenas de bilhões de dólares, mas ainda representa uma fração ínfima do total de ativos financeiros existentes. A entrada da DTCC em escala operacional pode acelerar significativamente a adoção por parte de outras instituições que aguardam um sinal de legitimidade vindo dos grandes players.
📰 Fonte
As informações deste artigo são baseadas em reportagem da Cointelegraph.com News, publicada originalmente em inglês. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro.
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