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Escritório dos EUA tenta bloquear ETH congelado de exploit

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Um escritório de advocacia dos Estados Unidos tenta barrar a transferência de Ether congelado proveniente de um exploit vinculado à Coreia do Norte, argumentando que seus clientes têm direito legal sobre os fundos.

O escritório americano Gerstein Harrow protocolou uma ação judicial com o objetivo de impedir a transferência de Ether (ETH) congelado relacionado ao exploit da plataforma Kelp. Segundo a Cointelegraph.com News, o escritório alega que seus clientes possuem direito sobre esses ativos, pois seriam credores de valores roubados por agentes ligados à República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

A estratégia jurídica do Gerstein Harrow não é inédita. O escritório já recorreu a movimentos semelhantes em casos anteriores, sempre sustentando que vítimas de ataques patrocinados pelo regime norte-coreano têm precedência legal sobre fundos cripto identificados e congelados por exchanges ou protocolos descentralizados.

Como funciona a disputa por fundos congelados

Quando plataformas de criptomoedas identificam carteiras vinculadas a grupos sancionados — como o Lazarus Group, célula hacker atribuída à Coreia do Norte — elas podem congelar preventivamente os ativos antes que sejam lavados ou sacados. O problema surge quando diferentes partes reivindicam direito sobre esses fundos paralisados.

Nesse cenário, o Gerstein Harrow argumenta que seus clientes, prejudicados diretamente por operações atribuídas à RPDC, deveriam ser os beneficiários legítimos de qualquer recuperação. A tese é que o congelamento cria uma janela legal para que vítimas devidamente comprovadas reivindiquem ressarcimento.

⚖️ Argumento jurídico

O escritório alega que clientes lesados por ataques norte-coreanos têm precedência legal sobre ETH congelado antes de qualquer redistribuição.

🔒 Congelamento preventivo

Plataformas cripto podem paralisar ativos ligados a carteiras sancionadas, criando uma disputa sobre quem tem direito aos fundos recuperados.

🌐 Precedente repetido

O Gerstein Harrow já usou a mesma estratégia em casos anteriores, consolidando uma prática jurídica voltada para recuperação de ativos roubados por hackers estatais.

🇰🇵 RPDC e hacks cripto

Agências internacionais atribuem bilhões em roubos de criptomoedas a grupos ligados ao governo norte-coreano, que usa os fundos para financiar programas estatais.

Contexto: Coreia do Norte e o mercado cripto

Segundo relatórios das Nações Unidas e do governo americano, grupos hackers vinculados à RPDC roubaram mais de 3 bilhões de dólares em criptoativos entre 2017 e 2023. O dinheiro seria utilizado para financiar o programa de mísseis balísticos do país. O Lazarus Group é o nome mais citado nessas investigações e figura nas listas de sanções do Tesouro dos EUA.

A disputa pelo ETH da Kelp expõe uma tensão crescente no setor: à medida que protocolos se tornam mais eficientes em rastrear e congelar fundos ilícitos, surgem batalhas judiciais complexas sobre a destinação desses ativos. Vítimas, governos e plataformas passam a disputar os mesmos recursos na Justiça.

A segurança de ativos digitais vai muito além do aspecto técnico. Golpes sofisticados, muitas vezes alimentados por inteligência artificial, estão cada vez mais difíceis de detectar. Para entender os riscos,

Leia também: IA e phishing: como a inteligência artificial está tornando golpes cripto quase perfeitos.

📰 Nota editorial

As informações desta reportagem são baseadas em publicação original da Cointelegraph.com News. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente. O desfecho judicial do caso ainda está em aberto e pode ser atualizado conforme novos desdobramentos.

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