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Fidelity autoriza ETFs a fazer staking de 100% do cripto

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A Fidelity atualizou os documentos regulatórios de seus ETFs de Ethereum e Solana para permitir que até 100% dos ativos sejam colocados em staking, ao mesmo tempo em que detalha os riscos de atraso na saída das posições.

A Fidelity Investments formalizou uma mudança significativa na gestão de dois de seus fundos de criptoativos. De acordo com documentos regulatórios divulgados e reportados pela CryptoSlate, os ETFs FETH (ligado ao Ethereum) e FSOL (ligado à Solana) passam a ter autorização explícita para alocar até 100% de seus ativos em staking — prática que consiste em bloquear criptomoedas para validar transações na rede e receber recompensas em troca.

A atualização representa uma postura mais ativa da gestora na geração de rendimento sobre os ativos custodiados. Até então, os documentos dos fundos não especificavam um limite máximo para a parcela alocada em staking, o que gerava incerteza tanto para investidores quanto para reguladores.

Leia tambem: guia completo de Ethereum.

O que os dados divulgados revelam

Segundo a CryptoSlate, o fundo FSOL já operava próximo ao limite máximo: em 30 de junho, o índice de ativos em staking chegava a 99,64%. O FETH, por sua vez, não divulgou nenhum valor de staking ativo no momento da publicação — o que sugere que a estrutura operacional do fundo ainda está sendo organizada para essa finalidade.

📊 FSOL — Solana ETF

Em 30 de junho, o fundo registrou 99,64% dos ativos em staking, operando virtualmente no teto máximo autorizado pela nova política.

🔷 FETH — Ethereum ETF

O fundo não divulgou um valor atual de staking. Os documentos destacam que o Ethereum não oferece prazo garantido para saída de posições de staking.

O risco de liquidez que a Fidelity fez questão de detalhar

A gestora não se limitou a anunciar os novos poderes dos fundos. Nos mesmos documentos, ela explicitou um risco relevante para os cotistas: o atraso no processo de saída do staking. No caso específico do Ethereum, a rede não garante um prazo definido para que os validadores possam retirar seus ativos — o tempo de espera varia conforme a fila de saída da rede, que pode se estender por dias ou semanas em períodos de alta demanda.

Por que o prazo de saída importa para o investidor?

Quando um ETF precisa resgatar cotas — por exemplo, em momentos de queda de mercado — o gestor precisa ter liquidez disponível. Se uma parcela elevada dos ativos estiver em staking, o processo de desbloqueio pode não ocorrer a tempo, criando um descompasso entre o que o fundo deve entregar e o que ele consegue acessar imediatamente. A Fidelity reconhece esse risco de forma explícita em seus documentos regulatórios.

A transparência da gestora em relação aos riscos é vista como uma sinalização positiva do ponto de vista regulatório. Ao detalhar o comportamento da fila de saída do Ethereum e as implicações para a liquidez do fundo, a Fidelity demonstra alinhamento com as exigências da SEC por divulgação adequada de riscos em produtos de investimento que envolvem ativos digitais.

📌 Contexto editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem da CryptoSlate publicada com base em documentos regulatórios protocolados pela Fidelity. O KriptoHoje não teve acesso direto aos documentos originais e recomenda a leitura da fonte primária para fins de verificação.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Beatriz Pacheco
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atua no atendimento a clientes de carteiras de hardware e acompanha incidentes de segurança que afetam usuários finais.

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