A Franklin Templeton, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, se junta a BlackRock, Fidelity e Goldman Sachs em apoio ao CLARITY Act — projeto de lei que busca definir as regras do mercado de criptoativos nos Estados Unidos.
A Franklin Templeton, gestora com US$ 1,79 trilhão em ativos sob gestão, formalizou seu apoio ao CLARITY Act, um projeto de lei em tramitação no Congresso dos Estados Unidos que pretende estabelecer uma estrutura regulatória clara para o mercado de criptoativos. A adesão da empresa amplia uma coalizão de peso de Wall Street que já reúne nomes como BlackRock, Fidelity e Goldman Sachs.
O movimento ocorre em um momento sensível: senadores americanos revisam o texto atualizado da proposta, e a pressão da indústria financeira tradicional sobre os legisladores aumenta de forma considerável. A participação de instituições desta magnitude sinaliza que o debate sobre regulação de criptoativos deixou de ser periférico e passou a ocupar o centro das discussões em Washington.
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O que é o CLARITY Act?
O CLARITY Act (sigla para “Crypto and AI Legislation and Regulatory Innovation for Tomorrow and Youth”) é um projeto de lei voltado à estrutura de mercado de criptoativos nos EUA. Seu principal objetivo é delimitar as competências regulatórias entre a SEC (Securities and Exchange Commission) e a CFTC (Commodity Futures Trading Commission), duas agências que historicamente disputam jurisdição sobre diferentes classes de ativos digitais.
A indefinição regulatória entre as duas agências é apontada por empresas do setor como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do mercado cripto nos EUA. Com regras mais claras sobre quais ativos são considerados valores mobiliários e quais são commodities, emissores e exchanges teriam maior segurança jurídica para operar.
Gestora com US$ 1,79 trilhão sob gestão que formalizou apoio ao CLARITY Act, ampliando a coalizão institucional pelo projeto.
Gigantes financeiros que já integravam a coalizão de Wall Street em favor de uma regulação clara para o mercado de criptoativos.
O projeto busca dividir claramente as responsabilidades regulatórias entre as duas agências, reduzindo a insegurança jurídica no setor.
Senadores americanos analisam versão atualizada do texto, com a pressão crescente da indústria financeira por avanços legislativos.
Wall Street e o interesse institucional em cripto
Segundo o portal The Defiant, o apoio da Franklin Templeton reforça uma tendência que vem se consolidando desde a aprovação dos primeiros ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, em janeiro de 2024. Grandes gestoras, que antes adotavam postura cautelosa em relação aos ativos digitais, passaram a buscar ativamente clareza regulatória para poder oferecer produtos cripto a seus clientes.
A Franklin Templeton já possui experiência direta com o setor: a gestora lançou um fundo de mercado monetário tokenizado e tem explorado aplicações de blockchain em produtos financeiros tradicionais. O apoio ao CLARITY Act, portanto, é consistente com sua estratégia de expansão em ativos digitais dentro de um ambiente regulado.
Por que isso importa para o mercado cripto?
A entrada de instituições com trilhões de dólares sob gestão no debate regulatório amplia a pressão política por uma legislação favorável ao setor. Uma estrutura regulatória definida nos EUA tende a influenciar outras jurisdições ao redor do mundo, incluindo o Brasil, que ainda debate seu próprio marco para criptoativos.
📰 Nota editorial
As informações desta reportagem são baseadas na cobertura do portal The Defiant, publicada em thedefiant.io. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o leitor brasileiro.
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