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Hack da Coldcard: 1.789 BTC roubados, 87% ainda parados

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Levantamento da Galaxy Research detalha o tamanho do rombo causado pelo hack que comprometeu usuários da Coldcard: 1.789 BTC desaparecidos e a grande maioria dos fundos permanece estacionada nos endereços dos atacantes.

A Galaxy Research divulgou um balanço atualizado sobre o hack que afetou usuários da Coldcard, uma das carteiras de hardware mais utilizadas por detentores de Bitcoin. Segundo o relatório, o total de Bitcoin perdido pelas vítimas chega a 1.789 BTC — um volume expressivo que, a preços recentes, representa centenas de milhões de dólares.

O dado que mais chama atenção, porém, não é o montante roubado em si, mas o comportamento dos atacantes depois do crime: 87% dos fundos subtraídos permanecem sem qualquer movimentação nos endereços para os quais foram transferidos. Isso pode indicar que os responsáveis ainda aguardam um momento mais oportuno para tentar lavar os recursos, ou que enfrentam dificuldades para fazê-lo diante do rastreamento em curso.

Segundo a Cointelegraph.com News, a Galaxy Research compilou ao menos 221 relatos de vítimas confirmadas. Desse total, mais da metade reportou perdas individuais superiores a 1 BTC, o que evidencia que o ataque mirou — ou afetou de forma desproporcional — usuários com posições mais relevantes.

Leia tambem: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

O que se sabe sobre o ataque

A Coldcard é fabricada pela empresa canadense Coinkite e é considerada por muitos especialistas uma das opções mais robustas do mercado para autocustódia de Bitcoin. O dispositivo opera de forma totalmente offline (air-gapped) e é reconhecido por seu foco em segurança avançada. Justamente por isso, o incidente gerou repercussão significativa na comunidade cripto.

As investigações ainda estão em curso e as causas exatas da comprometimento das carteiras seguem sendo apuradas. Entre as hipóteses discutidas pela comunidade estão possíveis falhas no processo de geração de sementes, comprometimento de ambientes de configuração, ou ataques direcionados ao momento de configuração inicial dos dispositivos.

🔢 Total roubado

1.789 BTC contabilizados pela Galaxy Research como perdas confirmadas no hack da Coldcard.

📊 Fundos parados

87% do Bitcoin roubado permanece sem movimentação nos endereços dos atacantes.

👥 Vítimas registradas

221 relatos confirmados, com mais da metade reportando perdas individuais acima de 1 BTC.

🔍 Status da investigação

Causas ainda sob apuração. Hipóteses incluem falhas na geração de sementes e comprometimento do ambiente de setup.

Autocustódia exige protocolo rigoroso

Mesmo os dispositivos mais seguros do mercado dependem de práticas corretas por parte do usuário. A geração da frase-semente em ambiente offline e isolado, o armazenamento físico seguro do backup e a verificação da integridade do dispositivo ao recebê-lo são etapas que não devem ser negligenciadas. Um hardware wallet protege contra ameaças digitais, mas não substitui a disciplina operacional do detentor.

O caso reforça um debate recorrente na comunidade: a autocustódia é o caminho mais seguro para proteger Bitcoin a longo prazo, mas exige conhecimento e cuidado em cada etapa — da compra do dispositivo até o armazenamento da seed phrase. Qualquer deslize nessa cadeia pode abrir brechas para ataques sofisticados.

📌 Nota editorial

O KriptoHoje acompanha o desenvolvimento do caso e atualizará esta cobertura conforme novas informações forem divulgadas pela Galaxy Research, pela Coinkite ou por autoridades investigativas. As informações aqui apresentadas têm como base o relatório citado pela Cointelegraph.com News.

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