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JPMorgan usa Ethereum e Solana em fundo tokenizado

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O maior banco dos Estados Unidos registrou um fundo de mercado monetário tokenizado e escolheu duas blockchains públicas — com funções distintas — para sustentar sua infraestrutura de liquidez institucional.

O JPMorgan protocolou, em 12 de maio, um prospecto junto às autoridades regulatórias norte-americanas para o lançamento do JPMorgan OnChain Liquidity-Token Money Market Fund, cujo ticker é JLTXX. O fundo aplica exclusivamente em títulos do Tesouro dos Estados Unidos e em operações de recompra overnight lastreadas em Treasuries e caixa, com meta de manter o valor patrimonial líquido em US$ 1,00 por cota.

Segundo a CryptoSlate, a estrutura do fundo foi desenhada para atender aos requisitos de ativos de reserva elegíveis que emissores de stablecoins poderão precisar cumprir sob novas regras regulatórias nos EUA — sinalizando que o JPMorgan já se posiciona como potencial provedor de infraestrutura para o mercado de moedas digitais estáveis.

O detalhe que chama atenção na estrutura do JLTXX é a escolha de duas redes blockchain distintas para finalidades específicas: o Ethereum e a Solana. Não se trata de redundância, mas de uma separação deliberada de funções dentro da arquitetura onchain do banco.

Leia tambem: guia completo de Ethereum.

Ethereum e Solana com papéis diferentes

A divisão de responsabilidades entre as duas redes reflete as características técnicas de cada uma. O Ethereum é utilizado como camada de liquidação e interoperabilidade institucional — beneficiando-se de seu ecossistema maduro de finanças descentralizadas e da ampla adoção entre custodiantes e contrapartes corporativas.

Já a Solana entra no projeto pelo seu desempenho em termos de velocidade e custo de transação — atributos relevantes para operações de alta frequência como as de mercado monetário, onde liquidez intradía e eficiência de execução são prioritárias.

🔷 Ethereum no JLTXX

Utilizado como camada de liquidação institucional, aproveitando a maturidade do ecossistema DeFi e a ampla integração com custodiantes corporativos.

⚡ Solana no JLTXX

Escolhida pela alta velocidade de processamento e baixo custo por transação, adequada às operações de mercado monetário com liquidez intradía.

🏦 Ativo subjacente

Títulos do Tesouro dos EUA e repos overnight — instrumentos de renda fixa de curtíssimo prazo, com meta de NAV fixo em US$ 1,00.

📋 Enquadramento regulatório

Estruturado para atender requisitos de reserva de emissores de stablecoins, antecipando exigências da regulação de moedas estáveis nos EUA.

O contexto da tokenização de ativos reais

O JLTXX não surge no vácuo. O JPMorgan já opera há anos com sua rede privada Onyx, onde processa trilhões de dólares em transações interbancárias tokenizadas. A novidade aqui é a ponte entre essa infraestrutura proprietária e blockchains públicas — Ethereum e Solana — o que representa uma mudança relevante de postura do banco em relação a redes abertas e permissionless.

Tokenização de Treasuries: um mercado em expansão

O mercado de títulos públicos tokenizados ultrapassou US$ 5 bilhões em valor total bloqueado em 2024, segundo dados da RWA.xyz. BlackRock, Franklin Templeton e agora JPMorgan estão entre os gestores tradicionais que apostam na tokenização de renda fixa como próxima fronteira das finanças digitais institucionais.

A movimentação do JPMorgan ocorre em um momento em que o Congresso norte-americano avança na elaboração de legislação específica para stablecoins, o que exigirá que emissores dessas moedas mantenham reservas em ativos de alta qualidade — exatamente o perfil do JLTXX. O banco se posiciona, portanto, como potencial provedor dessas reservas no ambiente onchain.

📌 Nota editorial

As informações sobre o fundo JLTXX têm como base o prospecto protocolado pelo JPMorgan em 12 de maio e a cobertura da CryptoSlate. O fundo ainda depende de aprovação regulatória para iniciar operações.

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Amanda Gomes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Especializada em orientação a novos usuários de autocustódia e em prevenção a golpes envolvendo criptoativos.

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