O maior banco da Coreia do Sul vai usar a plataforma blockchain da JPMorgan para processar pagamentos corporativos entre países — um sinal de que grandes instituições financeiras avançam na adoção de infraestrutura descentralizada.
O KB Kookmin Bank, o maior banco da Coreia do Sul em ativos, planeja lançar ainda em julho um serviço de pagamentos corporativos transfronteiriços baseado em blockchain. A solução será construída sobre a plataforma Kinexys, desenvolvida pelo banco norte-americano JPMorgan. A informação foi divulgada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap e posteriormente reportada pelo The Block.
O serviço tem como foco inicial atender empresas que realizam transferências internacionais de valores — uma operação que hoje costuma ser lenta, cara e dependente de uma cadeia longa de bancos intermediários. Com a tecnologia blockchain, a proposta é que essas transações se tornem mais rápidas e com menos etapas.
O que é a Kinexys, da JPMorgan?
A Kinexys é a plataforma de blockchain corporativo da JPMorgan, anteriormente conhecida como Onyx. Ela opera com uma rede permissionada — ou seja, restrita a participantes autorizados — e já processa bilhões de dólares em transações diárias ao redor do mundo. Seu principal produto é o JPM Coin, um token digital atrelado ao dólar americano usado para liquidação instantânea entre clientes institucionais do banco.
Ao integrar o KB Kookmin Bank à Kinexys, a JPMorgan expande sua rede para a Ásia Oriental, consolidando parcerias com grandes instituições financeiras fora dos Estados Unidos. Para quem quer entender melhor como essa tecnologia funciona na prática, o guia completo de criptomoedas da KriptoBR explica os fundamentos de blockchain de forma acessível.
Maior banco da Coreia do Sul em volume de ativos, com atuação em dezenas de países e milhões de clientes corporativos.
Plataforma blockchain permissionada da JPMorgan para liquidação institucional, antiga Onyx. Processa bilhões de dólares por dia.
Transferências internacionais entre empresas, que hoje dependem de múltiplos bancos correspondentes e podem levar dias para liquidar.
O serviço está previsto para entrar em operação em julho de 2025, conforme reportagem da agência Yonhap.
Por que isso importa para o mercado?
Segundo a The Block, o movimento do KB Kookmin é parte de uma tendência mais ampla de bancos tradicionais que buscam modernizar infraestruturas de pagamento usando redes blockchain corporativas. Diferentemente de criptomoedas públicas como o Bitcoin, essas plataformas operam em ambientes controlados e regulamentados, o que facilita a adoção por instituições financeiras sujeitas a regras rígidas de compliance.
Para empresas sul-coreanas com operações internacionais, a novidade pode representar redução de custos e tempo nas transferências — hoje sujeitas a tarifas de bancos intermediários e prazos que variam de um a três dias úteis. A liquidação via blockchain pode ocorrer em minutos, sem intermediários adicionais.
Contexto: bancos e blockchain
A adoção de blockchain por grandes bancos não é nova, mas ganhou velocidade nos últimos dois anos. A JPMorgan, o HSBC e o Deutsche Bank já operam produtos financeiros baseados em redes distribuídas. O caso do KB Kookmin reforça que a tecnologia deixou de ser experimento para se tornar infraestrutura real de mercado.
📰 Fonte
As informações desta reportagem são baseadas em publicação do The Block e da agência sul-coreana Yonhap. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o público brasileiro.
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