A maior exchange brasileira atingiu R$ 47 milhões em crédito concedido via garantia em criptoativos e anuncia expansão para Solana e stablecoins no portfólio de colaterais aceitos.
O Mercado Bitcoin divulgou que sua modalidade de crédito com garantia em criptoativos já acumula R$ 47 milhões em operações realizadas desde o lançamento do produto. Além do volume expressivo, a plataforma anunciou a adição de Solana (SOL) e stablecoins ao conjunto de ativos aceitos como colateral — ampliando as opções além do Bitcoin, que era o ativo principal até então.
A modalidade funciona da seguinte forma: o cliente deposita criptomoedas como garantia e recebe crédito em reais sem precisar vender seus ativos digitais. É uma alternativa aos empréstimos tradicionais para quem já possui posição em cripto e não quer se desfazer dela para acessar liquidez.
Segundo o Portal do Bitcoin, a operação está com taxa promocional de 1,59% ao mês válida até a última sexta-feira (26), configurando um dos menores custos já anunciados pela plataforma nessa linha de produto.
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O que muda com Solana e stablecoins como colateral
A inclusão de Solana e stablecoins como garantias aceitas representa uma diversificação relevante na oferta de crédito cripto no Brasil. Até então, o produto era mais restrito a ativos como Bitcoin e Ether — moedas com maior liquidez, mas também com maior volatilidade, o que eleva o risco de chamadas de margem.
Ativos com alta liquidez no mercado, já aceitos desde o início da modalidade. Maior volatilidade exige monitoramento constante do índice de colateralização.
Terceira maior criptomoeda por volume no Brasil passa a ser aceita como garantia, ampliando o acesso de holders de SOL ao produto de crédito.
A inclusão de stablecoins reduz o risco de liquidação forçada por oscilação de preço, tornando o produto mais previsível para o tomador de crédito.
Custo promocional anunciado para o período, abaixo da média de crédito pessoal no Brasil, que supera 6% ao mês segundo dados do Banco Central.
No caso das stablecoins, a lógica é diferente das demais criptomoedas: por terem paridade com o dólar ou real, a oscilação de valor é muito menor, o que reduz a necessidade de reforço de garantia durante o período do empréstimo. Isso torna o produto mais próximo de um crédito com garantia de renda fixa do que de uma operação cripto convencional.
Crédito cripto no Brasil: mercado em expansão
O Mercado Bitcoin não é o único player a apostar no segmento. Outras plataformas brasileiras e internacionais já oferecem produtos similares, mas o volume de R$ 47 milhões em um mercado ainda incipiente no país sinaliza demanda real por liquidez sem alienação de ativos digitais. O movimento acompanha uma tendência global de DeFi lending sendo replicada em ambientes regulados e centralizados.
📌 Nota editorial
As informações sobre taxas e prazos da promoção foram publicadas originalmente pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje não tem relação comercial com o Mercado Bitcoin e não verificou de forma independente os dados de volume divulgados pela exchange.
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